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Preço da cesta básica diminui em Mato Grosso do Sul

7 Out 2009 - 07h45Por Diário MS

Ao contrário do que ocorreu na maioria das capitais brasileiras, o preço da cesta básica caiu em Mato Grosso do Sul no mês de setembro. Em Campo Grande, o índice da cesta básica alimentar, composta por 15 itens para a alimentação diária de um trabalhador adulto, apresentou decréscimo de 0,76% em relação a agosto. O custo da cesta em setembro foi de R$ 208,19, enquanto no mês anterior era de R$ 209,78. Em MS, a pesquisa é feita pela Semac (Secretaria de Estado do Meio Ambiente, das Cidades, do Planejamento da Ciência e Tecnologia). A variação acumulada nos últimos 12 meses apresenta alta de 0,05%, mas nos últimos seis meses tem queda de 3,96%.
Já no restante do país, o valor da cesta básica aumentou em dez das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Os dados foram divulgados ontem. Os maiores acréscimos ocorreram em Florianópolis (3,57%), Porto Alegre (3,01%) e Rio de Janeiro (2,76%). Já as retrações mais expressivas foram apuradas em Goiânia (-7,82%), Natal (- 6,22%) e Recife (- 4,23%).
A compra do conjunto de itens básicos, em Porto Alegre, custou R$ 245,86, o maior valor entre as localidades pesquisadas. Em São Paulo, o preço da cesta correspondeu a R$ 229,89 e, em Vitória, ficou em R$ 226,02. As cidades mais baratas foram Aracaju (R$ 164,50), Fortaleza (R$ 172,47) e João Pessoa (R$ 173,98).
O Dieese estima em R$ 2.065,47 o salário mínimo adequado, com base no maior valor apurado para a cesta e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o piso deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Esse valor representa 4,44 vezes o mínimo em vigor atualmente (R$ 465).
ESTADO

Em MS, dos 15 produtos que compõem a cesta básica, seis registraram quedas: margarina (11,03%); feijão (6,97%); macarrão (6,88%); banana (2,25%); carne (1,91%) e leite (1,15%). Seis produtos acusaram alta de preço: tomate (7,51%); batata (4,76%); óleo (2,02%); açúcar cristal (1,98%); alface (1,29%) e arroz (0,91%). Sal, laranja e pão mantiveram seu preço inalterado.
O preço de algumas marcas de margarina esteve em oferta nos estabelecimentos pesquisados, fator que diminuiu seu preço em 11,03%. O mesmo ocorreu com o preço do macarrão, o qual também registrou queda (6,88%). O consumidor deve estar sempre atento e pesquisar o menor preço para sua economia nas compras. O tomate está com seu preço em alta 7,51% devido ao reduzido número de lavouras em atividade, o que resulta em baixa oferta do produto.
De acordo com a pesquisa, a cotação da batata está maior do que no mesmo período comparando com o ano passado, fator que elevou seu preço variando de 4,76%. Nos últimos seis meses, os produtos que apresentaram maiores quedas foram: alface, feijão, arroz, margarina, laranja e óleo. As maiores altas foram assinaladas para os produtos: batata, leite, açúcar cristal, sal e banana.
Quanto à renda, a pesquisa constatou que o trabalhador que recebe um salário mínimo de R$ 465,00, comprometeu em setembro 44,77% do seu salário para aquisição da Cesta Alimentar, restando R$ 256,81 para atender suas outras necessidades básicas como: água, energia, saúde, serviços pessoais, vestuários, lazer e outros. Para adquirir a cesta, o trabalhador precisou despender 98 horas e 30 minutos da sua Jornada de Trabalho mensal de 220 horas. No levantamento anterior, agosto/2009, eram necessárias 99 horas e 15 minutos.
Recomendada para uma família composta por cinco pessoas, o Índice da Cesta Familiar de Campo Grande, em setembro, apresentou alta de 0,62%, fechando o mês com um custo de R$ 955,03 enquanto no levantamento anterior foi de R$ 951,65. A variação acumulada dos últimos 12 meses foi de 4,90%, nos últimos seis meses contabilizou alta de 0,13% e, no ano, 4,23%. Entre os 44 produtos pesquisados que compõem a cesta familiar, 19 apresentaram alta de preços, 17 registraram queda e oito mantiveram seu preço inalterado.

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