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Brasil

Mello: grampo no TSE pode ter partido do Estado

18 Set 2006 - 07h36
Depois da divulgação de vídeo no qual o ex-ministro José Serra (PSDB) aparece ao lado de envolvidos com a máfia dos Sanguessugas, a temperatura voltou a subir em Brasília com a divulgação de que os telefones do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello, e de mais dois ministros estavam sendo grampeados. A denúncia foi feita pelo diretor-geral do tribunal, Athayde Fontoura Filho, que contratou empresa para fazer varredura nas linhas telefônicas utilizadas pelos magistrados. Além de Marco Aurélio, os ministros Cezar Peluso e Marcelo Ribeiro, também estavam sendo monitorados.

"Se partiu de particulares, é condenável. Se partiu do Estado, aí merece a excomunhão maior. E revela a quadra (época) de opressão que nós vivemos", disse Marco Aurélio ontem à noite. O ministro deu uma rápida entrevista sobre a denúncia:

O senhor tem alguma suspeitas sobre a origem do grampo?
Isso ainda não está definido. Se partiu de particulares, é condenável. Se partiu do Estado, aí merece a excomunhão maior.

Qual a sua opinião sobre essa espionagem?
Revela a quadra (época) de opressão que nós vivemos. Isso é péssimo.

Como essa história afeta o País?
Aguardemos a elucidação dos fatos. Isto me preocupa muito. Se num contexto em que três ministros do Supremo Tribunal Federal serem bisbilhotados, com telefones grampeados, o que se dirá quanto ao cidadão comum?

Quais serão suas providências para elucidar esse assunto?
Chegando a Brasília, na terça-feira à tarde, tomarei as providências necessárias, assinando os ofícios e encaminhando a notícia ao procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, e à presidente do STF, a ministra Ellen Gracie.

Como o senhor se sente nessa situação?
A insegurança que gera é terrível.

Jungmann quer dossiê
Antes da divulgação do grampo, o clima já estava tenso com a afirmação do vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, Raul Jungmann (PPS-PE), de que vai investigar a gestão dos ex-ministros da Saúde José Serra - candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB - e Barjas Negri, no governo Fernando Henrique Cardoso.

Jungmann quer uma cópia do vídeo divulgado no fim de semana no qual Serra aparece em solenidade de entrega de ambulâncias com deputados federais envolvidos no escândalo. "Irei pessoalmente à Brasília nesta segunda-feira para providenciar a requisição", disse o parlamentar, que vai pedir ao Ministério Público Federal (MPF) e à Justiça Federal de Mato Grosso cópia do DVD e das fotos que compõem o dossiê elaborado pelo líder da máfia dos sanguessugas, Luiz Antônio Vedoin, contra Serra. O documento é o centro da mais nova polêmica envolvendo a disputa pelo poder entre PT e PSDB.

"Pago com dinheiro do povo"
O vídeo que era negociado pela família Vedoin com militantes do PT dura 23 minutos e traz uma cerimônia em Cuiabá, em maio de 2001, de entrega de 41 ambulâncias para municípios de Mato Grosso. Darci e Luiz Antonio Vedoin, donos da Planam, aparecem, mas não com o então ministro José Serra.

Reunidos no galpão, onde eram exibidos ambulâncias e ônibus da Planam, Serra e políticos locais se revezavam nos discursos. "Cada pneu desses carros aqui foi pago, não com o meu dinheiro, não com o dinheiro de ninguém que está aqui (no palco), foi pago com o dinheiro do povo, que é quem paga impostos, é quem produz", discursa Serra.

Alguns parlamentares matogrossenses indiciados pela CPI dos Sanguessugas, como Pedro Henry, Ricarte de Freitas e Lino Rossi - filiados ao PSDB - comemoram os repasses do Ministério da Saúde para a compra das ambulâncias da Planam.

Pedro Henry comenta: "Todos os deputados do PSDB estão patrocinando emendas nesse sentido (compra de ambulâncias)". O vídeo, da T. Video Productions, foi editado. O discurso de Serra não está na íntegra. Em entrevista após o evento, o então governador de Mato Grosso, Dante de Oliveira, saúda a bancada federal do PSDB no Estado "pela feliz iniciativa de pegar todos os recursos do orçamento da União no Ministério da Saúde e transformar nessas unidades móveis".

Dossiê: petistas rechaçam acusações
Apontado como o responsável pela compra de um suposto dossiê contra os candidatos tucanos à Presidência, Geraldo Alckmin, e ao governo de São Paulo, José Serra, o PT rechaça todas as acusações. "É uma acusação sem provas, não há fundamentos", reagiu o líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (SP).

Na última sexta-feira, a Polícia Federal prendeu o empresário Luiz Antonio Vedoin (um dos donos da Planam), Valdebran Padilha da Silva e Gedimar Passos (que é ligado ao PT), que declarou ter sido orientado para adquirir material contra os tucanos. Com Valdebran e Gedimar foram encontrados US$ 248 mil e R$1,168 milhão. Investigações preliminares indicam que o dinheiro seria utilizado para comprar de Vedoin dossiê contra Serra e Alckmin.

Em São Paulo, o candidato petista ao governo, senador Aloizio Mercadante, espera que as informações sobre o assunto não se tornem palanque eleitoral. Tanto Mercadante como Chinaglia e Rands defendem o aprofundamento das investigações. "Só a investigação mais profunda poderá esclarecer. Procurei informações e ninguém, no PT, confirma a versão desse sujeito (Gedimar Passos). Ele deve ser submetido à análise do partido", disse Chinaglia.

Em Brasília, Alckmin e o candidato a vice na sua chapa, José Jorge (PFL), reagiram às denúncias sobre a suposta compra de dossiê. "É dinheiro do crime organizado, do submundo do crime", afirmou Alckmin, durante comício, na cidade-satélite de Taguatinga, "O PT anda com mala de dinheiro para comprar dossiê. É um partido de sanguessugas e mensaleiros", acrescentou Jorge.

 

O Dia

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