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Frota de veículos de Mato Grosso do Sul cresce 7,9% ao ano

15 Ago 2006 - 13h55
Todos os meses uma média de 3.170 novos veículos são emplacados no Estado, representando crescimento anual de 7,9% na frota. Entram mais carros novos nas ruas do que condutores habilitados pelos centros de formação: em média 2.132 ao mês. Dados do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) revelam que transitavam em Mato Grosso do Sul, em junho deste ano, 637.406 veículos.

Análise da psicóloga e especialista na área de trânsito e transporte, Maria Solange Félix Pereira, conclui que este crescimento acelerado acontece porque faltam políticas satisfatórias no âmbito do transporte coletivo, sob responsabilidade das prefeituras.

“No Brasil todo, a questão do transporte é problemática, investiu-se demais na política de transporte individual e o transporte público foi deixado de lado, por isso, principalmente após os anos 70, a frota de veículos vem crescendo assustadoramente”, explica Pereira

Campo Grande detém quase metada da frota do Estado, com 269.021 veículos (42,2%). Ainda não sofre com grandes congestionamentos, mas segue um caminho para que isso aconteça. Na Capital, para cada 2,7 habitantes existe um veículo, índice que a coloca em situação semelhante de metrópoles como São Paulo (SP), que possui um veículo para cada 2,2 habitantes, e ganha do Rio de Janeiro (RJ) que tem 3,74 habitantes/veículo.

Reflete pobreza – Além dos congestionamentos, as cidades com grandes frotas enfrentam o problema da poluição que é agravado, principalmente, pela circulação de veículos velhos. Em Mato Grosso do Sul, 43% da frota é formada por veículos com mais de 10 anos, são 274.835 unidades fabricadas antes de 1995. Essa alta taxa é explicada pelo poder aquisitivo da população, como explica a psicóloga Maria Solange.

“Temos uma população pobre. Se não me engano, 60% da população sul-mato-grossense ganha de um a três salários-mínimos. Como esse povo teria condições de comprar carro novo?”. Essa característica ressaltada pela psicóloga também pode justificar o alto número de motos no Estado.

Motocicletas – Até junho deste ano, Mato Grosso do Sul possuía 174.041 motos e motonetas. Ano passado nesse mesmo período, o Estado tinha 150.363, um aumento de 13,6%. Compara-se com o índice de crescimento da frota de carros, que foi de 5,5% no período. Ou seja, enquanto o número de carros aumentou em 17.422 unidades, a frota de motos ganhou 23.678 novos veículos.

O aumento na frota de motos e motonetas é um fenômeno que acontece nas grandes metrópoles, e isto ocorre, segundo a psicóloga, por vários motivos, dos quais dois já foram citados: a ausência da política de transporte no Brasil e o poder aquisitivo da população que prefere comprar uma moto por ser mais barata. Além disso, ainda existem fatores que só a moto ou motoneta dão, a mobilidade, rapidez e a economia.

“As camadas populares que são usuárias de ônibus, vêem na moto um transporte com fluidez – característica que não encontram no transporte coletivo – e econômico, por gastar pouco combustível e a manutenção não ser tão cara quanto à de um carro. Além disso, dependendo do tipo de moto, gasta-se menos do que com o transporte coletivo”, explica Pereira.

Economia e rapidez – O cientista social Mário Rosa utiliza a moto como seu meio de transporte. Além de gostar muito do veículo, a opção pela compra foi feita pensando, principalmente, na economia. “A moto é muito mais econômica e rápida. Já andei muito de ônibus e perde-se muito tempo.”

O maior problema com relação ao aumento de motos nas cidades é o elevado índice de acidente, como ressalta a psicóloga Maria Solange. “O índice de acidentes de trânsito com motos é muito alto, e isto acontece não só pelo elevado número de veículos desse tipo, mas também pela política de habilitação e fiscalização que é deficitária, muitos motociclistas não têm formação e os que têm, não aprenderam a dirigir no trânsito, não sabem pilotar na chuva, à noite, em um trânsito congestionado e a dirigir com calma.”

Para enfrentarem os problemas de uma grande frota de veículos, muitos países incentivam o uso da bicicleta, mas em Campo Grande, cidade que acumula a maior parte dos veículos do Estado, a situação é mais complicada, como explica Maria Solange.

“O nosso ambiente viário é perigoso e para haver o incentivo do uso da bicicleta, teriam que ser construídas ciclovias em toda a cidade. Acredito que a melhor solução seria investir mais no transporte coletivo, deixá-lo mais rápido, confortável e mais barato para a população.”
 
 
APn

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