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Moral e economia opõe Kerry e Bush em debate

14 Out 2004 - 08h59
O último debate entre os candidatos democrata, John Kerry, e republicano, George W. Bush, à Presidência dos Estados Unidos teve como temas principais o futuro da economia, a assistência médica e questões polêmicas de cunho moral, como casamento entre pessoas do mesmo sexo, aborto e religião.

O debate na Universidade Estadual do Arizona, em Tempe, foi o último encontro antes das eleições de 2 de novembro e teve um tom mais elevado que os anteriores. Pesquisa divulgada pela rede de televisão ABC mostra que Bush e Kerry têm ambos 48% das intenções de voto.

No debate desta quarta-feira, os candidatos centraram o primeiro embate no aumento de impostos. Bush acusou Kerry de ter que aumentar impostos também para a classe média americana, caso seja eleito.

"Há uma lacuna de impostos e adivinhe quem vai ter que terminar cobrindo esta lacuna? A classe média", disse Bush. No debate anterior, Kerry havia prometido diante das câmeras que aumentaria impostos apenas para pessoas que ganhem mais de US$ 200 mil por ano.

Empregos

Kerry, por sua vez, acusou Bush de ter provocado a maior perda de empregos de todos os tempos da história americana e criticou os cortes de impostos do governo que, segundo o democrata, teriam beneficiado somente os ricos.

"Este presidente desapareceu com um excedente de US$ 5,6 trilhões e criou um déficit tão grande quanto os nossos olhos podem alcançar", afirmou ele.

Considerado pelas pesquisas como favorito no quesito economia, Kerry foi novamente chamado de "liberal" [que nos EUA significa esquerdista] pelo adversário republicano. "Há uma tendência na política dos Estados Unidos e o senhor está sentado do lado esquerdo", disse o presidente.

Saúde

A saúde também esteve entre os temas mais debatidos da noite. Kerry disse que 5 milhões de americanos não contam mais com seguro de saúde. "Este presidente virou as costas para o bem-estar dos Estados Unidos. Somos o país mais rico do planeta e não temos um plano específico para cobrir todas as crianças", disse o democrata.

"O plano para a reforma da saúde não pode ser uma litania de queixas e reclamações", disse Bush. "Kerry diz que os americanos devem ter o mesmo plano de saúde dos senadores e isso é uma promessa vaga. Ele não tem um passado de liderança. Em 20 anos no Senado ele não aprovou nenhum projeto de lei sobre saúde", afirmou o presidente americano.

Religião, aborto e casamento gay

Por diversos momentos durante o debate, Bush e Kerry fizeram questão de lembrar suas crenças religiosas e suas convicções sobre aborto e casamento gay.

Kerry afirmou que, apesar de ser católico, defende o direito da mulher de escolher sobre interromper ou não a gestação. "Cresci católico, fui coroinha e isso fez uma diferença durante a minha vida. A escolha [sobre o aborto] deve ser entre a mulher, Deus e o médico dela", disse o democrata.

Bush reafirmou sua contrariedade ao aborto. "Todas as crianças devem ser bem-vindas ao mundo. Temos de reduzir o número de abortos. A adoção é uma alternativa. Continuarei promovendo grupos de abstinência", disse.

Sobre o casamento gay, Kerry fez uma referência direta à filha do vice-presidente Dick Cheney, uma ativista gay, quando questionado sobre se a homossexualidade seria uma escolha.

"Pergunte à filha do vice-presidente Dick Cheney se era uma escolha. Nós somos todos filhos de Deus", disse ele.

Bush disse defender a "santidade do casamento" e recordou seu projeto de emenda constitucional que restringe o casamento a um homem e uma mulher.

"Não sei se homossexualismo é uma questão de escolha. Mas sei que temos a escolha de tratarmos as pessoas com tolerância, respeito e dignidade", afirmou Bush.

Iraque

O Iraque mais uma vez fez parte das discussões. Kerry atacou Bush acusando-o de ter se precipitado em relação à Guerra do Iraque. "Nós não estamos hoje mais seguros como deveríamos estar", disse Kerry.

Bush rebateu: "Podemos ter segurança, se nos mantivermos na ofensiva e disserminarmos a liberdade no mundo. Temos que garantir aos países que dão asilo e proteção aos terroristas que também serão combatidos. Temos que ter um plano global. Não podemos dar segurança aos EUA se não tivermos um plano amplo", disse Bush.

Disputa acirrada

Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira, realizada pela rede de TV ABC, mostrou um empate entre os dois candidatos, que teriam, ambos, cerca de 48% das intenções de votos. A margem de erro da pesquisa era de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Diversas pesquisas de opinião recentes mostram um empate técnico entre os dois candidatos. A última pesquisa da CNN/USA Today/Gallup diz que os únicos quesitos em que Bush tem vantagem sobre o democrata são impostos e luta contra o terrorismo.

De acordo com a pesquisa Gallup, 48% acreditam que os impostos vão subir se Kerry chegar à Casa Branca e somente 13% acreditam que vão abaixar no caso do democrata chegar ao poder.
 
 
Folha Online

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