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Leia o artigo “ESPORTE E SAÚDE” de Antonio Néres

6 Jul 2004 - 08h08

ESPORTE É SAÚDE


*Antonio Néres

A atividade física, analisada sob um enfoque amplo, é considerada como sinônimo de vida saudável. Interpretada frente a aspectos específicos e criteriosos, por profissionais da área de saúde, o conceito pode ser bem outro. As fatalidades acometem inclusive atletas olímpicos em meio a competições de alto nível, como sabemos.

Ciclicamente, nossos governantes dão sinais de interesse e incentivos às práticas esportivas - especialmente quando os índices de popularidade estão em baixa ou se avizinha alguma eleição. Investem em campanhas publicitárias usando clichês bem chamativos, patrocinam eventos, distribuem uniformes e materiais esportivos em geral, entregam premiações e fazem alguns investimentos em espaços e equipamentos destinados aos esportes. Exames de saúde que comprovem a capacidade do suposto atleta para realizar esforços determinados, nem pensar. Na mesma esteira, professores de Educação Física e direções de estabelecimentos de ensino, na ânsia de demonstrarem superioridade - falsa - nos trabalhos por eles desenvolvidos junto aos alunos, movidos pela vaidade, por cobranças estapafúrdias ou quem sabe em virtude de motivos ainda menos louváveis, lançam crianças, em plena fase de desenvolvimento corporal, em competições que podem comprometer de forma irreversível a funcionalidade do organismo delas, embora seja imperceptível prematuramente o efeito nocivo causado pelo esforço demasiado.

Ser atleta não é uma simples questão de opção ou oportunidade como querem fazer crer alguns mais afoitos, mas, também, de aptidões diversas que precisam ser muito bem interpretadas previamente e posteriormente trabalhadas com critérios, empenho e muita seriedade, observando ainda aspectos climáticos e nutricionais indispensáveis, caso contrário não passa de mera aventura cujos resultados são imprevisíveis quando não desastrosos - pura irresponsabilidade, melhor definindo. Cabe assim ressaltar que, em casos específicos, bem identificados, o sedentarismo pode ser menos prejudicial que atividades físicas incompatíveis para determinados indivíduos. Igualmente, não se pode afirmar que os esportes afastam os jovens das drogas, pois, lamentavelmente, às vezes, ocorre o contrário, exemplos não faltam.

Temos excelentes faculdades de Educação Física, ótimos professores e infra-estrutura que não devemos nada a ninguém dos grandes centros. É preciso que haja um pouco mais de dedicação no sentido de esclarecer melhor, principalmente em alguns aspectos, que bem esclarecidos trariam benefícios efetivos para a própria atividade. Fora disso, é o mesmo que para eliminar o carrapato, matar o boi.

O autor é radialista e jornalista(néres@terrafm.com.br)

 

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