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16 de Março de 2007 09h09

Desarticulada quadrilha que revende medicamentos ilegais

A Polícia Civil do Mato Grosso conseguiu desarticular uma quadrilha que revende medicamentos ilegais e atua em pelo menos 8 Estados - Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, São Paulo, Rondônia, Bahia e Pará. O braço da quadrilha no Mato Grosso foi quebrado após ser localizado ontem um barracão, no bairro Santa Izabel, em Cuiabá (MT), com cerca de R$ 1 milhão em medicamentos, sendo que as caixas de remédios não tinham notas fiscais.

Sem condições alguma de armazenamento, as caixas de remédios estavam todas empilhadas, havendo inclusive vacinas e remédios de distribuição gratuita. O galpão foi alugado em fevereiro pelo ex-policial Givanildo Gomes, preso em flagrante na quarta-feira acusado de participação com a quadrilha que revende medicamentos ilegais.

No galpão foi encontrada uma agenda com diversos cartões, possíveis contatos da quadrilha, e notas fiscais de venda de medicamentos, inclusive para farmácias conhecidas na capital do Mato Grosso. Alguns dos medicamentos encontrados no galpão eram da mesma composição do que os que foram apreendidos na quarta-feira na casa de Givanildo, no Jardim Nova Várzea Grande, que também não tinham documentos sobre a procedência.

Segundo informações de vizinhos repassados à Polícia, o movimento no galpão era apenas à noite e nos finais de semana, quando havia muito descarregamento e carregamento de caixas. Entre as caixas de medicamento chama a atenção, além das que possuem a impressão de venda proibida, algumas com origem de Itatuí (SP), cidade em que um outro acusado de ser integrante da quadrilha, Ronaldo Lemes da Silva, tinha um mandado de prisão em aberto por receptação.

Ronaldo, assim como o terceiro acusado, Lisandro Paternez Martins, também foram presos na quarta-feira durante as investigações. Lisandro também era procurado, uma vez que cumpria pena em regime semi-aberto. Ele tinha se "ausentado" do local. Além disso, a polícia afirma que ele era procurado por roubo de cargas. Os dois tinham um escritório de revenda de medicamentos em nome da filha de Ronaldo e do sogro de Lisandro.

 

 

 

A Gazeta

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