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Apreendidos 200 celulares por mês em presídios de São Paulo

10 Mar 2007 - 10h00

A cada 30 dias, cerca de 200 telefones celulares são retirados dos detentos e apreendidos nos presídios de São Paulo. A média é de quase sete aparelhos por dia. Os telefones, também usados em conversas com familiares, se tornaram a principal ferramenta para a articulação e comando do tráfico de drogas, de seqüestros, dos golpes intitulados como falsos seqüestros e, também, para comandar ações coordenadas por facções criminosas.

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Um balanço da Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP), realizado no mês de janeiro, aponta para um aumento das apreensões de telefones em torno de 7% em relação ao balanço mensal de 2006. A média de 200 aparelhos subiu para 214.

Sem bloqueadores eficientes, a estratégia adotada pelo governo foi a compra de aparelhos de raio X. A medida impede a entrada de alguns celulares, mas está longe de ser uma solução eficiente ao problema.

Rigor
O tema voltou a ganhar atenção nesta semana porque a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, na quarta-feira, o projeto que torna o uso de celulares por detentos uma falta grave e determina uma pena de três meses a um ano de prisão para diretores de presídios e agentes penitenciários que facilitarem ou ignorarem a entrada e utilização de celulares em casas de detenção.

Se o projeto virar lei, todo preso que for flagrado cometendo a irregularidade será considerado de mau comportamento e ficará impedido, por exemplo, de reivindicar o benefício da progressão de regime.

Por meio da assessoria de imprensa, o secretário da Administração Penitenciária de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, disse que as apreensões de celulares nas cadeias aumentaram desde que foram intensificadas, em junho de 2006, as blitze dentro das unidades.

A medida assusta, mas não impede a entrada dos aparelhos. Pelo menos essa é a opinião de dona de casa de 29 anos que não quis se identificar. Ela admitiu ter levado pelo menos 50 telefones para dentro das penitenciárias de Araraquara, Getulina e até Presidente Venceslau.

Mesmo temendo mostrar o rosto, ela conta como é possível driblar os agentes penitenciários e os detectores de metais. "Eu já entrei com telefone dentro do corpo, embalado em carne, papel carbono e câmara de ar de bicicleta. Me disseram que com alface também daria certo, mas nunca tentei", disse a mulher de um detento. Ela afirmou que não faz mais esse tipo de serviço, pois teme ser punida e ficar longe de visitar o marido.

Dentro da prisão, um telefone custaria, em média, R$ 1 mil; com câmera, poderia valer até R$ 2 mil. Hoje, o Estado tem cerca de 100 unidades prisionais em regime fechado. Para barrar a entrada desses telefones o governo paulista adquiriu, ao longo dos últimos três anos, 73 aparelhos de raio X semelhante ao modelo usado nos aeroportos.

Raio X
Em Araraquara, a primeira unidade do Estado a receber o equipamento, o raio X já detectou punhal dentro sabonete, celular em maço de cigarro, barras de ferro em um bolo e telefones dentro de um violão. De acordo com a SAP, em breve, 67 aparelhos pequenos serão comprados por R$ 80 mil cada e 111 maiores custarão R$ 208 mil.

Além disso, a nova arma contra a entrada de celulares e armas nas penitenciárias são os portais de detectores de metais, com capacidade de flagrar objetos dentro do corpo. Serão adquiridos 152 portais por R$ 6.733.600.

Para João Batista Pancioni, diretor do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp), a entrada de telefones nos presídios paulistas é resultado de uma revista deficitária. E essa falta de controle é motivada pelo déficit de funcionários.

Hoje, segundo o sindicalista, existem 28 mil funcionários espalhados em 144 unidades que acompanham a rotina diária de quase 132 mil presos. "Tem funcionário que atende ao telefone e acompanha a revista de familiares", diz.

 

 

Terra

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