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CHIKUNGUNYA

Bebê indígena de 48 dias morre por complicações da Chikungunya

Município chega a 10 mortes pela doença; nove vítimas eram moradores da Reserva Indígena

8 Mai 2026 - 15h00Por Dourados Agora

O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) confirmou nesta sexta-feira (8) a décima morte causada por complicações da Chikungunya em Dourados. A nova vítima é um bebê indígena de apenas 48 dias de vida, morador da Aldeia Bororó, na Reserva Indígena de Dourados.

A criança estava internada desde o dia 3 de maio no Hospital Universitário da UFGD (HU/UFGD), após ser encaminhada pelas equipes de saúde que atuam na reserva. Com a confirmação, sobe para nove o número de mortes registradas entre moradores das aldeias Bororó e Jaguapiru, epicentro da epidemia no município.

Conforme dados divulgados pelo COE, a Reserva Indígena contabiliza atualmente 3.199 notificações da doença, com 2.475 casos prováveis, 2.088 confirmações, 724 casos descartados e 387 ainda em investigação.

Entre as vítimas já confirmadas anteriormente estão idosos e outros dois bebês indígenas. A primeira morte registrada foi a de um indígena de 69 anos, no dia 25 de fevereiro. Desde então, a doença provocou uma sequência de óbitos em diferentes faixas etárias dentro da reserva.

O boletim epidemiológico aponta ainda que Dourados possui hoje 35 pacientes internados por Chikungunya. Destes, 19 estão no Hospital Universitário, sete no Hospital Regional, quatro no Hospital Porta da Esperança/Missão Caiuá, dois no Hospital da Vida e os demais distribuídos entre hospitais particulares e conveniados.

No panorama geral, o município soma 8.149 notificações para a doença, com 5.350 casos prováveis, 3.340 confirmações, 2.799 descartados e 2.010 casos em investigação.

O COE também alerta para a elevada taxa de positividade da Chikungunya em Dourados, que permanece entre 54% e 61% nos últimos 15 dias. O índice é considerado extremamente alto pelas autoridades sanitárias e indica intensa circulação viral no município.

Além das dez mortes confirmadas, outras três seguem em investigação: uma criança indígena de 12 anos, um idoso de 84 anos com doença arterial coronariana e um homem de 50 anos que morreu na UPA no dia 27 de abril.

O secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE, Márcio Figueiredo, voltou a fazer um apelo à população para intensificar o combate aos focos do mosquito Aedes aegypti.

“A situação continua muito grave e as pessoas precisam entender que combater os focos do mosquito não é obrigação exclusiva da prefeitura, mas de toda a população”, afirmou. Segundo ele, eliminar água parada, manter quintais limpos e descartar corretamente o lixo são medidas fundamentais para conter o avanço da epidemia.

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