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Transplantes de rins param em MS

28 Mar 2011 - 14h10Por Dourados Agora

O Estado de Mato Grosso do Sul suspendeu pela segunda vez, os transplantes de rins. Enquanto as cirurgias não são realizadas, os órgãos captados são exportados para outros estados. A conseqüência disso é a morte de pacientes que aguardam por transplantes e estão na fila há anos. Em todo o Estado, 400 pacientes amargam a espera por transplante. Destes, cerca de 40 são de Dourados.

De acordo com Nelson Salazar, do Conselho Municipal de Saúde, a crise é ainda maior em Dourados porque além da falta de transplantes, também não há captação de órgãos. O serviço, segundo ele está parado desde o início do ano. “Uma equipe multidisciplinar treinada fazia este trabalho, agora nem isto. Com a reformulação de funcionários, tudo parou. Foram três anos de muito trabalho”, disse, observando que o projeto não teve apoio para continuar. “Não há uma responsabilidade política para se tirar o projeto de transplante do papel”, acrescenta.

Outra denúncia grave do conselheiro é a respeito da escassez de vagas para a hemodiálise em Dourados. Segundo ele, mais de 80 pacientes que precisam do tratamento estão aguardando na fila de espera. “Quando isto acontece, há um avanço na doença, porque o paciente não consegue se tratar através de hemodiálise”.

Conforme o conselheiro, hoje em Dourados o único lugar que presta serviço de hemodiálise é uma clínica do Hospital Evangélico, que tem convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS) e não atende toda a demanda da procura.

CENTRAL DE TRANSPLANTES

A Central de Transplantes de Mato Grosso do Sul confirmou ao O PROGRESSO a suspensão dos atendimentos no Estado. Conforme informações, há dois meses os transplantes não são realizados. A captação que acontece em Campo grande e que poderia salvar a vida de pacientes do Estado vão para fora. Nos últimos dias, quatro rins foram encaminhados para a região do Nordeste. No ano passado, depois de meses sem funcionar a direção da Santa Casa informou um transplante, que aconteceu em abril.

A reportagem tentou contato com a direção da Santa Casa, mas não foi atendida. A informação era a de que os responsáveis para falar sobre os motivos da paralisação estavam numa reunião. Este ano, com a demanda de 400 pessoas na fila do transplante, apenas uma cirurgia foi realizada no Estado, segundo a Central.

HU

Apesar do sofrimento dos pacientes, que amargam nas filas, em Dourados o transplante de rins não é prioridade. De acordo com o diretor do Hospital Universitário, Wedson Desidério, o projeto não está em curso porque há uma série de pendências mais urgentes que precisam ser tomadas como a reorganização do Hospital.

Ele afirma que antes da estruturação do transplante é necessário oferecer um serviço de hemodiálise. Segundo Desidério, existe um projeto para captação de recursos na ordem de R$ 4 milhões em andamento, mas que precisa de liberação. A previsão é de que até o final do ano que vem o serviço de hemodiálise esteja funcionando.

Em relação a equipe multidisciplinar que captava órgãos, o professor diz que ela não foi desativada, porém questionado sobre quantos procedimentos foram realizados este ano, ele ressalta um dado preocupante: nenhuma captação foi feita.  

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