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DOURADOS

Sidlei seria um dos mais "vorazes" devoradores de recursos públicos

6 Set 2010 - 15h48Por Mídia Max

Documentos da Polícia Federal que narram os diálogos de políticos de Dourados envolvidos na trama que fraudava licitações, desmantelada pela Polícia Federal na semana passada, obtidos pelo Midiamax por meio de um dos advogados dos implicados no caso, cita duas vezes o presidente da Câmara dos Vereadores da cidade, Sidlei Alves, o DEM, como um ‘voraz’ devorador de recursos públicos.

Sidlei e mais 27 pessoas, entre os quais o prefeito Ari Artuzi,. do PDT, o vice-prefeito Carlinhos Cantor, do PR, e mais 8 vereadores, servidores públicos e empreiteiros, formavam a quadrilha de fraudadores, segundo a PF. As ações criminosas rendiam meio milhão de reais ao bando. Não há um cálculo estimado do rombo.

No sábado, por conta do escândalo e determinação do TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), o presidente do fórum, Eduardo Rocha, juiz na cidade de 1996, assumiu a prefeitura interinamente. O magistrado avisou que pode haver nova eleição no município.

Daqui em diante note trechos onde o presidente da Câmara é citado como um ‘voraz’ por dinheiro público.

Página 8 do relatório do IPL (Inquérito Policial) 96/2010 revela o pagamento de propina efetuado por um certo Celso Dal Lago Rodrigues, supostamente usineiro e interessado na prorrogação da queimada de cana aos arredores da cidade de Dourados.

A conversa ocorreu no dia 11 de junho deste ano e foi registrada por meio de imagens captadas pelo jornalista Eleandro Passaia, homem de confiança de Artuzi, até então secretário de Governo do município.

Rodrigues entrega um calhamaço de R$ 20 mil a Passaia, dinheiro que deveria ser entregue ao prefeito. No diálogo, o usineiro afirma que já havia entregado R$ 70 mil ao presidente da Câmara, que teria a responsabilidade de repartir o dinheiro com outros vereadores.

Ainda no dia 11, Passaia conversa com Sidlei Alves, presidente da Câmara e candidato a deputado estadual pela coligação “Amor, Trabalho e Fé”, do governador André Puccinelli, o PMDB, que briga pela reeleição.

Aqui, uma mediocridade diante do favor solicitado pelo vereador, note: “Passaia fala de propina que passou para Sidlei Alves e outros vereadores. Durante a conversa, Sidlei pede R$ 2 mil a Passaia e, diante da negativa deste, insiste que ele pague pelo menos R$ 1 mil para ele gastar numa festa”.

Mais pressão

Note outra do presidente da Câmara, cujo advogado prepara recurso para ele deixar a prisão: “...foi registrada conversa de Eleandro Passaia com Sidlei e Dílson Cândido de Sá sobre dinheiro repassado da Câmara para a prefeitura e vice-versa, sobre direcionamento de licitações e pedidos de propina. Sidlei diz que precisa de dinheiro para sua campanha e propõe a Passaia que este gaste R$ 50 mil por mês durante três meses, com a imprensa, como forma de lavar dinheiro da Câmara, pois Sidlei devolverá este gasto para a prefeitura”.

Essa conversa foi travada pelos dois no dia 16 de junho deste ano. Passaia gravou o diálogo com equipamentos tecnológicos emprestados da Polícia Federal. O jornalista disse ter revelado a trama à polícia por “discordar das falcatruas”. Embora tenha sido usado como o “homem da maleta” de Artuzi, jornalista saiu ileso da investigação.

Note mais uma investida de Sidlei por dinheiro. “Em 1 de julho de 2010, Sidlei mais uma vez ‘põe a faca no pescoço’ do secretário de governo [Passaia] e do prefeito [Ari Artuzi”.

Na conversa, segundo relatório da PF, Sidlei “diz que precisa de dinheiro para repassar uma parte para os vereadores Tio Júlio e Cimatti. Diz, ainda, que a prefeitura tem que honrar com seu ‘compromisso’, reclamando que Passaia como secretário de Governo tem de arrumar dinhiero para a sua campanha”.

Depois da “pressão”, o prefeito Ari Artuzi diz ao parlamentar que vai conseguir o recurso por meio de um empreiteiro conhecido como “Zeca do MS”.

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