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Professor, psicólogo, acusado de estupro é condenado a 20 anos

13 Jul 2010 - 16h30Por Mídia Max

O professor, psicólogo, acusado de estuprar duas mulheres no ano passado em Dourados, em um período de surto de crimes sexuais na cidade, foi condenado a 20 anos e dois meses de prisão. Acusado e preso desde novembro de 2009, Marcos Antonio Mauriense de Sá, 45, também era ex-agente penitenciário. Já tinha sido condenado por quatro outros estupros em Corumbá e estava em regime semiaberto.

A condenação foi proferida ontem pela juíza da 1ª Vara Criminal Dileta Terezinha.

Ele foi preso no dia 25 de novembro de 2009 e aguardava julgamento em uma das celas reservadas para os jacks [estupradores] do Presídio Harry Amorim Costa, naquela cidade.

Provas do crime

Segundo o promotor João Linhares Júnior [4ª promotoria], o testemunho das duas vítimas de violência sexual somado ao laudo do médico legista foram fundamentais para que houvesse a condenação. “Elas o reconheceram. Todas foram atacadas brutalmente e os laudos comprovaram. Ele [acusado] constrangeu e estuprou as vítimas que chegavam em casa sozinhas e eram surpreendidas”, relata o promotor, responsável pela acusação.

À Justiça, o acusado nega a prática de estupro.

Uma das vítimas também teve objetos da residência roubados após sofrer violência sexual, o que pesou também na condenação.

Ataques

A primeira vítima foi atacada no dia 13 de julho do ano passado. Recepcionista, com 34 anos, chegou à sua residência como de costume. Mas, ela não sabia que alguém já a vigiava.

Depois de passar por toda forma de humilhação, a vítima teve seu aparelho celular e palmtop roubados.

A outra, que levou o caso à polícia, era uma jovem casada, de 24 anos. Dezoito dias depois [31 de julho] de atacar a primeira mulher, a jovem que também foi observada durante alguns dias, acabou vítima de estupro.

“Tudo isso aconteceu em um período em que várias mulheres foram atacadas. Havia na cidade pânico e sentimento de terror. Elas chegavam em casa e o suspeito estava escondido dentro das residências, onde eram atacadas brutalmente”, diz o promotor.

Não foi possível saber se há mais vítimas de violência sexual em Dourados, ainda de acordo com Linhares Júnior.

Na casa de Sá foram encontrados remédios para o tratamento contra a disfunção erétil. Ele não era casado e os aspectos psicológicos dele não teriam sido apresentados pela defesa. Embora haja evidências, ele não confessou o crime.

Diante da morosidade da Justiça, o promotor disse ao Midiamax que houve sucesso no caso, pois os crimes aconteceram em julho de 2009, em novembro foi feita a prisão, no mês seguinte apresentada a denúncia e ontem, 12 de julho, ou seja, quase um ano depois veio a sentença. A decisão de Dileta Terezinha veio em um momento em que os crimes contra as mulheres como o da morte da arquiteta Eliane Nogueira e da modelo Eliza Samúdio têm chamado a atenção da Justiça brasileira.

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