Menu
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
sexta, 14 de maio de 2021
Busca
Brasil

Produtores de grãos não-transgênicos do país são mapeados na internet

5 Nov 2010 - 08h32Por Eco Agência

O cadastro pode pressionar fabricantes a identificar no rótulo dos produtos se a matéria-prima usada é convencional ou geneticamente modificada

Instituto Akatu - Os produtores de grãos não-transgênicos do país já podem ser identificados por meio de uma plataforma na internet que está em desenvolvimento pela Associação Brasileira de Grãos Não-Geneticamente Modificados (Abrange).

O projeto, que deve ficar disponível ao público em dezembro, teve início em razão de uma necessidade do mercado, afinal o comprador precisa saber onde encontrar produtores de grãos que não são modificados geneticamente.

O primeiro produto do mapeamento é o milho. De acordo com Ivan Paghi, diretor-técnico da Abrange, o milho teve a preferência porque sua procedência é pouco conhecida no mercado, além do que “vale a pena iniciar o monitoramento por uma cultura em que se estima ter um menor número de produtores que a soja, por exemplo”.

A Abrange acredita que hoje há pouco mais de 500 plantadores de milho não-transgênicos no país, espalhados principalmente nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. Até o momento foram verificados 20 produtores.

A verificação total não tem prazo fixo para terminar, já que a plataforma web será aberta para inserir novos produtores e retirar aqueles que deixarem de ter a produção do grão convencional.

Após o lançamento da ferramenta web do milho, serão iniciados, em paralelo, os monitoramentos dos produtores de algodão e soja.

Os três produtos foram escolhidos para o mapeamento porque têm sua versão geneticamente modificada liberada no Brasil.

A busca pelos produtores de não-transgênicos será apoiada também pelas secretarias de Agricultura dos estados, que vão divulgar o serviço nas associações de agricultores das cidades.

O produtor interessado em fazer com que sua plantação seja inserida na plataforma da Abrange terá de se submeter à verificação de transgenia (avaliação biológica/química para saber se o grão é transgênico).

O serviço é gratuito e o monitoramento completo leva de três a quatro meses. Cerca de dez técnicos vão a campo realizar um único rastreamento.

Na prática, a verificação para saber se o grão é puro começa na pesquisa da semente, com o produtor apresentando ao técnico o registro de compra emitido pelo Ministério da Agricultura.

Em seguida, são pesquisados o solo e os insumos utilizados na adubação.

O produto então passa pelo teste de transgenia em vários momentos até o último passo, que é a entrega da semente na indústria.

“A equipe verifica a semente até a última fase, quando os grãos já estão nos caminhões, dentro da balança do armazém da indústria compradora”, diz o diretor da Abrange.

O teste precisa ser realizado durante várias etapas do processo porque uma planta não-geneticamente modificada pode ser polinizada por uma planta transgênica pela simples proximidade, alterando a sua estrutura.

Se o agricultor for aprovado na avaliação de transgenia, ele passa a ter os seguintes dados disponibilizados no site: nome da fazenda produtora, endereço, agricultor responsável, insumos que são usados na adubação, tipo do milho, data de plantio, data de previsão da colheita e estimativa do total produzido.

A avaliação do produtor pela Abrange acontece somente na primeira vez em que é contatada.

Ficarão a cargo das empresas compradoras as próximas verificações para saber se o produto daquele agricultor continua não-geneticamente modificado.

A exclusão do plantador na ferramenta da Abrange será feita após denúncia e comprovação.

Desde 2004 existe a lei de rotulagem de transgênicos, que visa informar ao consumidor final se ele está levando para casa o produto modificado geneticamente.

Mas não são todos os fabricantes que exibem esta informação nos rótulos de seus produtos acabados.

Ivan Paghi alerta que a falta de uma certificação que identificasse vendedores de grãos transgênicos de vendedores de grãos não-transgênicos era um dos motivos para o fabricante ignorar esta informação.

“Com o trabalho de mapeamento, o comprador do grão convencional poderá destacar isto na embalagem, colocando-se como um diferencial perante o mercado”, avisa o diretor-técnico da Abrange.

O consumidor final também pode pressionar para que os fabricantes sejam claros nas escolhas de suas matérias-primas.

Ligar para o SAC e exigir nas redes sociais das empresas a rotulagem correta daquilo que é vendido são boas iniciativas.

Deixe seu Comentário

Leia Também

SONHO INTERROMPIDO
Agente educacional morta em ataque a creche em Saudades queria fazer intercâmbio no Canadá
PESQUISA PRESIDENCIAL
Datafolha mostra Lula disparado na corrida eleitoral
NOVA INFECÇÃO
Covid-19: após 3 semanas de queda, casos de coronavírus avançam no Brasil puxados por 9 Estados
TRISTEZA NA FAMILIA
Seis pessoas da mesma familia morrem vítimas da Covid-19
NOVAS REGRAS
WhatsApp: o que acontece se você não aceitar novas regras do aplicativo até 15 de maio
FAMOSIDADES
Pai da campeã do 'BBB 21' Juliette vive em casinha de barro na Paraíba
CACHAÇA
Jovem enfia garrafa no ânus durante bebedeira e vai parar no hospital
ESCALADA DA VIOLÊNCIA
Operação mais letal da história deixa 25 mortos no Jacarezinho
VITIMA DO MASSACRE
'Fiquei vendo costurarem os ferimentos. Chorava, orava e agradecia por ele estar vivo, diz mãe
FRIO - FÁTIMA DO SUL NOVA ONDA DE FRIO
Frio de origem polar começa a ser sentido novamente e terá geada