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Polícia encontra mais ossadas humanas em pátio de colégio no PR

21 Ago 2010 - 07h33Por Folha Online

A Polícia Civil do Paraná informou nesta sexta-feira ter encontrado mais ossadas escondidas na escola pública de Campo Mourão (460 km de Curitiba) cujo zelador foi preso na semana passada e confessou ter sequestrado e assassinado duas alunas.

Os ossos humanos encontrados hoje estavam na casa do zelador Raimundo Gregório da Silva, 52, que trabalhava havia 15 anos no local.

De acordo com a polícia, Silva confessou que atraía as vítimas até sua casa, e, depois de ministrar calmantes na forma líquida, acertava golpes de marreta na cabeça delas. Depois da mortas, enterrava os corpos por um período e depois os desenterrava e incinerava os cadáveres, jogando os restos de ossadas não queimados na fossa que existia ao lado da casa situada no pátio do colégio.

A polícia informou que fará exames de DNA para determinar se os ossos pertencem a estudante Dimitria Vieira Gênero, 16, que esta desaparecida há dois anos, e de Iara Pacheco de Oliveira, 21, desaparecida há sete meses. Os ossos encontrados na semana passada também serão submetidos ao exame.

Junto às ossadas foram achadas revistas pornográficas e roupas femininas que uma das famílias identificou como pertencentes a uma das alunas desaparecidas.

MENSAGENS

Dimitria cursava a 8ª série no colégio e desapareceu durante as férias de julho de 2008. De acordo com a polícia, a garota avisou que iria viajar em companhia do caseiro, mas nunca mais foi vista.

Na época, Silva disse que a menina havia fugido para São Paulo com o namorado. Ele chegou a ser indiciado por induzir a menor a fugir, mas o caso foi encerrado depois que a família começou a receber mensagens de celular de Dimitria, que dizia que estava bem e que havia tido um filho. As mensagens, descobriu a polícia, eram na verdade enviadas pelo próprio zelador, que escondera roupas, documentos e pertences pessoais da garota no forro do colégio.

Na semana passada, horas depois de ser novamente interrogado pela polícia sobre o caso, Silva chegou a enviar uma nova mensagem para a família em nome de Dimitria. Nela, a garota afirmava que estava na Itália e pedia para que a família retirasse a queixa contra o zelador.

De acordo com a polícia, Silva disse que matou a menina porque era apaixonado por ela, mas ela não o correspondia.

Já Iara, também segundo o depoimento do zelador, dormiu com ele em troca de dinheiro. Depois de brigarem sobre o preço do programa, porém, Silva matou a jovem a marretadas em sua casa. Ela não era estudante.

O zelador está preso e só será indiciado após a finalização das investigações.

 

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