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Pai alcoólatra espanca bebês com relho de cavalo

14 Mai 2011 - 10h19Por Correio do Estado

Bebês gêmeos, uma menina e um menino, de 9 meses, foram espancados com relho de cavalo em Dourados. O crime aconteceu na noite de quinta-feira em uma residência localizada na Rua Silidônio Verão, no bairro Parque dos Coqueiros. As vítimas sofreram cortes profundos no rosto e lesões por todo o corpo como braços, barriga e cabeça.

As vítimas foram socorridas por uma equipe do Conselho Tutelar, que foi acionada através do serviço Disque Denúncia. Segundo informações, vizinhos, que ouviram os gritos das crianças desconfiaram de crimes de maus tratos e re-solveram pedir ajuda.

A conselheira Maria de Fátima Medeiros esteve no local. Ele conta que ao chegar na casa se deparou com a mãe da criança, uma adolescente de 15 anos. A menor revelou que ainda tentou socorrer as crianças mas foi impedida pelo pai. Na ocasião, ele teria tentado agredí-la, fato que fez com que se escondesse atrás da casa onde moram.

Segundo a mãe, o pai tem 33 anos, é alcoólatra e dependente químico. Ele fugiu do local minutos antes da chegada do Conselho Tutelar. A mãe faz tratamentos na saúde mental. Maria de Fátima disse que como medida de prevenção, encaminhou ao Lar Santa Rita, o terceiro filho do casal, uma criança de 2 anos que presenciou toda a agressão.

Os gêmeos foram levados as pressas para o Hospital Universitário, onde estão internados. Uma assistente social do hospital acompanha tudo. De acordo com informações do HU, as crianças passaram por uma primeira avaliação, foram transferidas para o Pronto Atendimento Pediátrico e devem ser encaminhadas para a ala de Pediatria. O quadro clínico é estável e ambas não correm risco de morte. Elas seguem em observação e não há previsão de alta.

O Conselho Tutelar registrou Boletim de Ocorrência e encaminhou denúncia para a Promotoria da Infância e Juventude de Dourados. O pai está foragido.

Creas

Este ano o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), já atendeu 48 crianças vítimas de violência. Destes, 20 foram estupros, uma exploração sexual, uma ameaça pscológica, uma agressão física e ameaça, uma agressão física e psicológica, quatro agressões físicas, seis maus tratos, uma agressão psicológica e 10 trabalhos infantis. Das vítimas, 27 são do sexo feminino, 21 são do sexo masculino e 01 caso é indígena. Seis crianças têm entre zero e seis anos, 28 têm entre 07 e 14 anos e 14 das crianças agredidas têm entre 15 e 17 anos. No ano passado foram 133 casos de violência contra a criança.

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