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Brasil

Moka diz que florestas plantadas diversificam economia de MS

14 Jul 2010 - 06h01Por Fátima News com assessoria

O deputado federal Waldemir Moka (PMDB), candidato ao Senado pela coligação Amor, Trabalho e Fé  participou nesta segunda-feira (12) da abertura do evento Ribas Florestal 2010 no município de Ribas do Rio Pardo e disse que a plantação de florestas constitui uma alternativa irreversívelpara promover a diversificação da economia de Mato Grosso do Sul.”Hoje temos uma das maiores fábricas de celulose do mundo, em Três Lagoas, e mais duas unidades em instalação, o que significa mercado para madeira, uma atividade ambientalmente correta, que preserva a mata nativa e reduz o efeito estufa”, explicou Moka.

Segundo Moka, práticas que agregam pouco valor como a pecuária extensiva, por exemplo, devem ser aliadas a atividades como o plantio de florestas, que, além de gerar benefícios econômicos por meio da geração de emprego e renda e da instalação de indústrias,resulta também em impactos positivos para o meio ambiente, através dos bons resultados que se pode alcançar no manejo de pastagens, na conservação de recursos hídricos e  na redução de processos erosivos.‘É possível aliar os sistemas florestais aos sistemas agropastoris de maneira sustentável, com ganhos ao meio ambiente”, destaca o deputado.

De acordo com a Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas (Reflore MS), a estimativa é de que a área ocupada pelo plantio de florestas em MS seja de 308 a 310 mil hectares, o que faz com que o Estado ocupe a sétima posição nacional em área de florestas plantadas. As regiões que concentram os maiores plantios são as de Campo Grande e Três Lagoas. Mas o aumento da demanda estima que, dentro de poucos anos serão pelo menos 1 milhão de hectares cultivados com madeira,boa parte desses espaço consorciado com a pecuária.

Código Florestal - Os debates sobre a prática da silvicultura no Estado remetem à discussão sobre o Código Florestal, cuja proposta de reforma, aprovada com a participação do deputado Moka no último dia 7 de julho pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados, deverá ser votada ainda neste semestre. Entre as principais mudanças apontadas pelo novo texto está a permissão para os Estados concederem licenças ambientais, atribuição que hoje é exclusiva da União e a redução dos percentuais das reservas legais estabelecidos hoje em 80% no caso da Amazônia, 35% no Cerrado e 20% nas demais áreas.

“As mudanças no texto do Código Florestal representam um avanço na matéria, modernizam a legislação tornando-a mais adequada à realidade que vivemos hoje e foram pensadas de maneira a satisfazer tanto os produtores rurais, quanto os ambientalistas”, conclui o parlamentar.

 

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