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Missão técnica de MS visita pólo de artesanato colombiano

9 Dez 2009 - 13h25Por Agência Brasil

Uma cidade de 12 mil habitantes, 421 anos de história e uma economia quase que totalmente dedicada ao artesanato em cerâmica. Esta é a realidade de Ráquira, município colombiano situado no departamento de Boyacá, palco da visita do grupo de dirigentes e técnicos do Sebrae nos estados de MS, MT, GO e DF que compõem a missão Brasil Central que está na Colômbia desde segunda-feira, 7, e permanece até o dia 11 de dezembro.

De acordo com o prefeito de Ráquira, Reyes Manuel Suarez Vega, os artesãos locais estão reunidos em cinco associações, passam o ofício de pai para filho e ainda concorrem entre si por causa dos produtos semelhantes que produzem. Justamente por isso, segundo o prefeito, há muito interesse do município em estabelecer acordos de cooperação que possibilitem a melhoria dos produtos em termos de design com o consequente avanço nas condições de renda dos artesãos.

Ráquira já atua com projetos de cooperação técnica internacional, principalmente com países como os Estados Unidos, que apóiam a capacitação dos artesãos com foco na produção e na busca de tecnologias de queima da cerâmica, através de fornos elétricos e futuramente com fornos alimentados a gás natural. Também têm acordos técnicos com o município, o Japão e a China, que trabalham os processos ligados aos produtos como seleção de matérias primas, cores e resistência das peças.

Para a diretora técnica do Sebrae no Distrito Federal, Maria Eulália Franco, a experiência colombiana para o artesanato é uma política de governo, incluindo a capacitação dos atores envolvidos, as estratégias de marketing e a sensibilização da comunidade para consumir artesanato. “É preciso entender que o artesanato é algo que traz a cultura própria de um país e para conquistar o mercado externo exige-se um conjunto que engloba qualidade, design e sofisticação”.

O grupo também visitou a Villa de Leyva que é uma localidade tombada como patrimônio histórico e recebe turistas de vários lugares. No local também há uma forte comercialização de artesanato e produtos classificados como trabalhos manuais, além de restaurantes e cafeterias.

Para o conselheiro do Sebrae em Mato Grosso do Sul, Valdir Souza Ferreira, o artesão não pode estar sozinho, isto é, necessita de apoio especializado para o melhor aproveitamento das matérias primas, design, tendências, tecnologia, entre outros. Na opinião do conselheiro, que tem doutorado em química, esses processos devem contar com a expertise das universidades, que têm condições de propor soluções para o desenvolvimento do setor.

Nesta quarta-feira, dia 9, os dirigentes e técnicos do Sebrae realizam uma visita guiada à Expoartesanias e, ainda, participam de palestra sobre propriedade intelectual com o representante da Subgerência de Desenvolvimento de Artesanias de Colômbia.

 

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