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MEC lança em Campo Grande Fórum Mundial de Educação

5 Nov 2009 - 09h25Por Fátima News, com Assessoria

O Secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Eliezer Pacheco, e o Reitor do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), Marcus Aurélius Serpe, lançam nesta quinta-feira, 5 de novembro, em Campo Grande, o Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica. A solenidade está marcada para às 19h, no Plenário da Assembléia Legislativa.

Criado em 2001, o Fórum Mundial é um movimento pela cidadania e pelo direito universal à educação. Neste ano, terá pela primeira vez uma edição dedicada à educação profissional e tecnológica. O Brasil será sede do evento que deve reunir estudantes, professores, pesquisadores, representantes de governos de vários países e da sociedade civil organizada, entre os dias 23 e 27 de novembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

A expectativa é que 10 mil pessoas de diversas nacionalidades participem dos debates. A abertura deve contar com a presença do Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. A intenção é levantar propostas participativas que integrem a plataforma mundial de educação.

Com lançamento previsto em todos os estados, o Fórum Mundial, promovido pelo MEC, faz parte das comemorações do centenário da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. “O governo federal retomou os investimentos no ensino profissionalizante, que está passando pela maior expansão da sua história”, avalia o reitor do IFMS, Marcus Aurélius Serpe.

Segundo ele, os institutos federais integram o que antes eram os Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets), as escolas técnicas e agrotécnicas. Até 2010, o Ministério da Educação pretende atingir a meta de 354 campi em funcionamento.

Em Mato Grosso do Sul, o Instituto Federal está em fase de implantação. Estão sendo instalados sete campi nos municípios de Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Coxim, Corumbá, Ponta Porã e Três Lagoas. O instituto vai oferecer cursos técnicos de nível médio, além de cursos superiores de tecnologia, engenharias, licenciaturas e pós-graduação, com previsão de início das atividades acadêmicas no ano que vem.

Implantação

O projeto de implantação do IFMS teve início em outubro de 2007, quando foi sancionada a Lei 11.534, que dispõe sobre a criação das escolas técnicas e agrotécnicas federais. A partir desta Lei, foi instituída a Escola Técnica Federal de Mato Grosso do Sul, com sede em Campo Grande.

Um ano depois, em dezembro de 2008, o governo decidiu reestruturar a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, criando 38 institutos federais pela Lei 11.892. Surge então o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, que absorveu a escola técnica, que seria implantada em Campo Grande, e a Escola Agrotécnica Federal de Nova Andradina. O projeto definiu ainda a criação de mais cinco campi em municípios estratégicos no interior do estado.

De acordo com o reitor, a educação profissional vai promover a diversificação da economia sul-mato-grossense. “Tive a oportunidade de trabalhar na implantação de escolas técnicas no Paraná e Tocantins, e posso garantir que elas promovem uma verdadeira revolução nas regiões onde se instalam. Os institutos federais oferecem ensino gratuito e de qualidade para alunos que, normalmente, não teriam acesso a esse tipo de formação. É assim no Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina, e em Mato Grosso do Sul não será diferente”, afirma Marcus Aurélius Serpe.

Andamento

Em Nova Andradina, a primeira etapa das obras está sendo concluída. Os técnico-administrativos e professores estão em fase de contratação e os primeiros cursos Técnicos em Agropecuária e em Informática começam a funcionar no próximo semestre. A previsão é de que a unidade seja inaugurada em fevereiro, com a presença do presidente Lula.

Na capital, as obras do campus já começaram. A área doada pela prefeitura fica próxima ao Aeroporto Internacional de Campo Grande. Serão construídos 16 blocos com salas de aula para abrigar os 3.600 alunos previstos até 2014. O projeto prevê ainda laboratórios, restaurante, auditório, áreas de convivência e quadras poliesportivas. O prédio da reitoria será instalado em outra área, que já foi adquirida pelo governo federal (atualmente a direção do IFMS funciona em uma sede provisória, na Avenida Afonso Pena, 775, bairro Amambai).

Em Ponta Porã, Coxim, Aquidauana, Três Lagoas e Corumbá, as áreas também já foram definidas. Esses campi terão a mesma infraestrutura, com três blocos, auditório, laboratórios e setor administrativo. O projeto pedagógico e o número de vagas estão definidos, bem como os cursos a serem oferecidos, que foram discutidos juntamente com as lideranças e a sociedade civil de cada município, mediante realização de audiências públicas. “Trata-se de um trabalho pioneiro aqui no Estado. Tudo foi pensado no sentido de adequar os cursos às características socioeconômicas das regiões que vão receber as unidades”, adianta Marcus Aurélius Serpe.

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