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Brasil

Marisa critica "falsas promessas" de Dilma

23 Fev 2010 - 16h02Por Mídia Max

Ao se apresentar oficialmente como candidata governista à Presidência da República, durante o quarto Congresso do PT, um evento orçado em R$ 6,5 milhões, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, prometeu fazer o que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não fez em sete anos: priorizar a política para a juventude.
Entre uma mentira e outra, maquiagem de números e homenagens a figuras que defendiam ditaduras de esquerda , a ministra não mencionou os fracassos dos programas Jovem Aprendiz, Primeiro Emprego, de Aceleração do Crescimento (PAC), Minha Casa, Minha Vida e, entre outros, o extinto Fome Zero.

Para a vice-presidente do PSDB, senadora Marisa Serrano (MS), a juventude tem que ser tratada com muita seriedade, por ser uma questão estratégica para o país. "É preciso garantir boa alimentação, lazer e educação. Se não temos cuidado específico com a juventude, como ocorre nesse governo, o País será empobrecido", avalia.

Em plena campanha pelo Brasil, gastando recursos do Tesouro e infringindo a legislação eleitoral, no evento, Dilma escolheu como primeiro compromisso a política para a juventude, uma das principais ineficiências do governo Lula, que não conseguiu cumprir as metas estabelecidas para essa parcela da sociedade.

O Partido dos Trabalhadores mente para os jovens desde o início do primeiro mandato de Lula, em 2003, ano em que foi criado o Primeiro Emprego. Nos seus primeiros sete meses, o programa abriu irrisórias 707 vagas. A ação, extinta em 2007, gastou R$ 10 milhões em gestão para, em quatro anos e meio, criar apenas 9 mil empregos.

Em seu lugar, o governo inaugurou o Programa Integrado da Juventude (ProJovem), lançado duas vezes. Na primeira, a Secretaria Nacional de Juventude contava com um orçamento de R$ 311 milhões. Na segunda, com expressivos R$ 5,4 bilhões.

Apesar do estardalhaço no lançamento do programa e de todo o dinheiro gasto com publicidade, os resultados seguiram a trajetória fracassada do Primeiro Emprego e tiveram resultados pífios. Apenas na cidade do Rio de Janeiro, depois de dois anos de funcionamento, o ProJovem entregou o diploma de ensino fundamental a 2.776 estudantes num universo de 298 mil matriculados.

 Já o Jovem Aprendiz, outra proposta mal-sucedida do governo, deverá chegar ao final do ano com menos de 25% do número prometido de novos empregos para estudantes. O Planalto previa empregar 800 mil pessoas por meio do programa. Entretanto, ao encerrar o ano de 2009, o número de contratações era de 155.864. Nesse ritmo, os beneficiados em 2010 serão de, no máximo, 190 mil contratados.

 Na avaliação do deputado Otavio Leite (RJ), "o governo tem que arcar com suas responsabilidades de ter produzido um crescimento econômico muito menor do que era possível alcançar", afirma.

"A ministra Dilma vive dizendo que o governo dela será a continuidade do governo Lula. Portanto, não dá para acreditar nessa promessa de um país melhor caso ela seja eleita. São promessas eleitorais que não sairão do papel", diz a senadora Marisa Serrano.

 OUTROS FRACASSOS

Fome Zero - Mas o fracasso do governo vai além da ineficiente política para a juventude. O programa Fome Zero, por exemplo, anunciado em 2002, protagonizou o primeiro desastre do governo petista. Nesse período, surge uma prática muito usada pelos "companheiros": o inchaço da máquina pública, com a criação da Secretaria Especial de Acompanhamento do Fome Zero, que em de 2004 foi substituída, juntamente com o Ministério da Assistência Social, pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Apesar dessa manobra, até outubro de 2003, o programa desembolsou apenas 11,5% (R$ 201 milhões) da sua dotação orçamentária de R$ 1,73 bilhão. Depois não se teve mais notícia do programa.

 PAC - Mas nenhum programa mostrou-se tão mentiroso como o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Apesar da falsa promessa de ser revolucionário para o país quando foi lançado há três anos pelo governo federal, dados da Assessoria Técnica do PSDB com base no Siafi mostram que dos R$ 28,45 bilhões previstos para investimentos no PAC em 2009, somente R$ 8,84 bilhões foram executados. Já para os Restos a Pagar no ano passado, estavam previstos R$ 26,35 bilhões. No entanto, foram executados somente R$ 1,14 bilhão. A soma do efetivamente pago representa, portanto, 35,1% do total. Esses dados se referem até o último dia 2 de fevereiro.

Minha Casa, Minha Vida - Com a ambiciosa meta de construir um milhão de moradias quando foi lançado em 2009, a um custo de R$ 47 bilhões, o programa Minha Casa, Minha Vida, também já faz parte da lamentável estatística de iniciativas que não deram certo na atual gestão. Após cinco meses de seu lançamento, só tinha iniciado as obras de 36.633 mil casas – 3,7% do um milhão de imóveis prometidos, segundo balanço divulgado pela Caixa Econômica Federal.

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