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Leia o artigo “Gestão Pública não é brincadeira”, por Julio Saldivar*

5 Mai 2011 - 13h40Por

Gestão Pública não é brincadeira!

Julio Saldivar*

Sob o titulo de Administrador Publico enquadram-se todas aquelas pessoas que exercem, em maior ou menor escala, cargos de gestão em todos os órgãos e setores da Administração Pública.

 

No âmbito privado, o Administrador atual que não tiver iniciativa, visão empresarial, e agilidade nas tomadas de decisões está fadado ao fracasso e automaticamente fora do mercado de trabalho. Já no âmbito publico geralmente, antes da competência, o que vem em primeiro lugar é o cumprimento de acordos eleitorais, nomeações por indicações, apadrinhamentos e outros.

 

A tragédia ocorrida dias atrás na Escola Municipal da comunidade do Realengo, no Rio de Janeiro, quando um maluco adentrou a escola e matou doze jovens e feriram outros oito, também o absurdo ocorrido na Universidade Federal de MS, em Campo Grande, onde também dias atrás um maníaco atacou uma jovem aluna na área interna da universidade, são fatos que expõem a falta de organização, de procedimentos padrões, principalmente em relação a segurança, em algumas instituições, o que significa sim falta de visão administrativa. Não dá para entender como é que uma pessoa estranha a tudo o que está acontecendo na escola, apesar de ex-aluno, entre com tanta facilidade, com duas armas e muita munição para matar. E, no outro caso, um antigo e conhecido local muito perigoso na área interna da universidade, uma passarela em meio a uma mata, onde jamais foi tomada qualquer providência para assegurar que por ali o aluno possa transitar em segurança.

 

Meu filho estuda em uma escola publica aqui em Dourados, e penso eu, assim como pensava os pais desses alunos covardemente assassinados na escola do Rio de Janeiro, que lá meu filho está em segurança, estudando e se preparando para no futuro conseguir a realização de seus sonhos. Na escola tem o Coordenador Pedagógico, Secretários, Zeladores, Professores e outros, enfim, uma quantidade enorme de funcionários públicos, comandados pelo Diretor, cargo maior, figura respeitada pelo aluno e pela comunidade, todos zelando pela escola, pelo meu filho e demais alunos, acredito eu. Essas pessoas que trabalham na instituição possuem o pleno conhecimento de tudo o que acontece internamente, e qualquer possibilidade de problema, ou solução de algo que está errado, deve ser relatada ao Diretor, que deverá de imediato requerer aos superiores a efetiva providência para que o possível problema não venha ocorrer. Não é assim que deve ser?  

 

A visão de quem é responsável pela gerência da instituição, nos casos acima citados o diretor ou o reitor, como no particular, deve ser a de que a sua escola deve ser a melhor administrada, buscar sempre a excelência, a melhor performance entre todas as instituições publicas. E assim deveria ser em todos os setores da administração publica.

 

Na execução de minhas atividades profissionais já passei por empresas privadas extremamente organizadas, onde já na chegada você é recebido por um atendente ou segurança de portaria que exige a sua identificação, pergunta sobre o assunto a ser tratado, ou com quem deseja falar, lhe fornece um crachá de visitante e lhe encaminha diretamente até o setor que irá lhe atender. Se estiver carregando maleta ou pacote é feito rápida revista, sem nenhum constrangimento. Na área interna da empresa funcionários devidamente uniformizados e identificados, atendendo com educação e simpatia. Se numa empresa privada existe essa preocupação com a segurança das pessoas que lá trabalham, imaginem o cuidado, a preocupação com a segurança, que se deve ter em uma escola, onde diariamente os pais deixam crianças e jovens, certos de que lá seu filho está sendo muito bem cuidado.

 

É, como se diz popularmente, “bater na mesma tecla”, mas é difícil aceitar que a providência na administração publica sempre chega atrasada. Só é realizada alguma melhoria na área da saúde depois que acontecem tragédias envolvendo o atendimento da rede publica; Só melhoram o transito em determinada estrada ou área de tráfego de veículos depois que o local se torna ponto de vários e violentos acidentes com vítimas fatais; Só é melhorada a drenagem depois de grande enchente; Só é resolvido problema de habitação em áreas ilegais depois de deslizamentos de morros e enchentes onde morrem muitas pessoas; Só percebem que a segurança na escola deveria ser melhorada depois da morte de indefesos jovens e crianças; Ou somente tomam providências sobre algo errado que está acontecendo depois que fatos ocultos se tornam públicos, e por aí se vai.

 

São poucos os gestores públicos com visão estratégica, futurista, que tomam atitudes preventivas, que fazem obras para que problemas não ocorram, ou apresentam solução definitiva para problemas antigos. Ao contrário a maioria geralmente passa todo o seu mandato simplesmente tomando medidas paliativas em relação a problemas que se arrastam há muito tempo. Novas e geralmente deficitárias obras, bem como solução de verdade para algum antigo problema, só no ultimo ano de governo, geralmente acompanhada de muita publicidade, visando, obviamente, a permanência sua ou de seu grupo no poder.

Respeitado estudioso, CARDOZO, define o princípio da eficiência, um dos princípios constitucionais que regem a Administração Publica, artigo 37 da CF, como sendo aquele que determina aos órgãos e pessoas da Administração Direta e Indireta que, na busca das finalidades estabelecidas pela ordem jurídica, tenham uma ação instrumental adequada, constituída pelo aproveitamento maximizado e racional dos recursos humanos, materiais, técnicos e financeiros disponíveis, de modo que possa alcançar o melhor resultado quantitativo e qualitativo possível, em face das necessidades públicas existentes.

Será que todos os Gestores Públicos, sejam eles eleitos ou nomeados, possuem a devida e necessária competência, ou ao menos sabem das reais necessidades publicas existentes?...  

Julio Saldivar.

Empresário e Consultor Trabalhista, nascido em Dourados – MS.

e-mail: julio.saldivar@gmail.com

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