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Brasil

Leão faz pouco caso da saída dos dois argentinos

30 Ago 2006 - 07h27
Emerson Leão não se intimida mesmo no comando do efervescente Corinthians. Em entrevista exclusiva ao Estado, o treinador admite, pela primeira vez, participação na dispensa do meia Marcelinho Carioca. Consultado pelos dirigentes na época em que acertava contrato, opinou que o 'meia representava mais pontos negativos do que positivos para o grupo'.
Por isso, o jogador foi embora.

Afirmou ainda que sua biografia em nada será prejudicada pela saída de dois argentinos, caso Carlos Tevez e Mascherano deixem o clube, como se cogita. 'Ao contrário', afirmou. 'Vai ser ótimo. Sou um formador de atletas brasileiros, não de estrangeiros. Se eu for lembrado assim, fico contente.' Pouco antes de saber que Mascherano faltaria ao treino da manhã, Leão admitiu a venda do volante. 'Está bem claro para o presidente (do Corinthians) Alberto Dualib que só aceito trocas em negócios vantajosos para nós', avisou.

'Se ele for, têm de vir reforços à altura.' Além disso, utilizou a defesa da instituição Corinthians para justificar a impossibilidade do retorno de Tevez. 'Se ele não acertar com algum time de fora, vem para cá?', perguntou. 'Isso é absurdo. Há enorme desprestígio ao clube numa situação dessas.' Mas não ficou triste por não contar mais com o atacante. 'Mesmo quando ele estava aqui, não vinha sendo muito efetivo.

Em 47 jogos da equipe, Tevez participou de apenas 24', disse, após confirmar os dados com o assessor de Imprensa do Corinthians, Luciano Signorini.

Leão reiterou ter carta branca de Dualib e da MSI para mudar o time e contou ter sido procurado em três ocasiões anteriores pelos dirigentes. 'Antes, as negociações não avançaram.'

A IMPRENSA

Emerson Leão chegou cedo ao Parque São Jorge, às 7h15, mas a reportagem já estava lá. 'Qual exatamente é o intuito de sua matéria?', perguntou à queima roupa. A idéia era mostrar a relação do treinador com o jornal.

O Estado de S. Paulo, publicação que ele, como assinante, citou em algumas entrevistas coletivas. 'Já liguei várias vezes para lá para cancelar minha assinatura', contou, estreando a série de tentativas de desestabilizar o entrevistador.

De acordo com o treinador, 'o jornalismo caiu de qualidade' nas últimas décadas. 'Hoje, dou entrevista para estudante do 2º ano de faculdade!' Estatísticas de Leão: 'Atualmente, 90% dos repórteres não sabem nada de futebol, 8% acham que sabem e os 2% que conhecem alguma coisa, não vêm aos treinos, pois viraram chefes.' Por fim, derrapou ao comentar a cada vez mais comum participação feminina na imprensa. 'E, aqui entre nós, não dá para falar com mulher sobre futebol.'

Fim de carreira

Após 43 anos de carreira, como goleiro e técnico, Leão pretende descansar no fim de 2010. Mas pode voltar atrás, caso ocorra 'um grande desafio'. Descarta, porém, o retorno à seleção. 'Eles não teriam coragem de me chamar', declarou, fazendo menção ao presidente da CBF, seu desafeto Ricardo Teixeira.
Talvez se dedique mais às artes. 'Uso meus tempos livres para ir em exposições', afirmou. 'Gosto bastante, mas não tenho artistas preferidos. Não é porque gosto de um Di Cavalcanti que vou deixar de lado um Portinari', explicou.
 
Estadão

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