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Justiça agora manda Taça das Bolinhas ficar com o São Paulo

2 Mar 2011 - 13h21

Uma decisão da Justiça de São Paulo deve conturbar ainda mais a polêmica em torno da Taça das Bolinhas.

Na noite de ontem, o juiz Marcelo Mesquita Saraiva, da 15ª Vara Cível da Justiça Federal em SP, julgou ação de manutenção de posse do São Paulo para que o troféu permanecesse no clube até o fim do imbróglio.

Saraiva deu razão ao time e determinou que a taça permaneça no Morumbi até o término da polêmica, que envolve também o Flamengo e o Sport.

A decisão vai de encontro a outra tomada por um juiz do Rio de Janeiro determinando que o São Paulo devolva o troféu em 24 horas à CEF (Caixa Econômica Federal), já que ela é reivindicada também pelo Flamengo, que teve o seu título de 1987 reconhecido pela CBF e também se tornou pentacampeão, como o São Paulo.

O clube paulista, por motivos óbvios, prefere obedecer à Justiça federal de São Paulo e ficar com a taça.

 

  Apu Gomes - 15.fev.2011/Folhapress  
Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo, recebe a Taça das Bolinhas ao lado de Rogério (esq.) Zetti (dir.)
Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo, recebe a Taça das Bolinhas ao lado de Rogério (esq.) Zetti (dir.)

EM PERNAMBUCO
Também na terça à noite, o juiz Francisco Alves, da 2ª Vara Federal, decretou que o Sport seja reconhecido pela CBF, em 48 horas, o único campeão brasileiro de 1987.

Com isso, o Flamengo, que era considerado pela entidade o co-campeão daquele ano, passará a ter cinco títulos nacionais oficiais e não poderá reivindicar a posse do troféu de vida polêmica, já que o clube carioca alcançou o feito depois do São Paulo.

"Fiquei estarrecido. Discutir título de um campeonato de futebol na Justiça não me parece o foro mais correto. Isso tem que ser discutido internamente, na CBF", comentou o vice-jurídico flamenguista, Rafael de Piro.

A taça, concedida pela Caixa ao primeiro clube cinco vezes campeão brasileiro, está com o time do Morumbi há cerca de duas semanas. Mas havia uma liminar na Justiça que o obrigava a devolvê-la.

A discórdia está relacionada ao ano de 1987, quando a CBF deixou a organização do Brasileiro nas mãos do Clube dos 13. O Flamengo venceu o principal módulo da Copa União, mas, em comum acordo com os outros times da elite, não enfrentou os melhores do outro módulo.

Na época, o Sport foi decretado campeão brasileiro pela CBF e disputou a Libertadores. O título do Flamengo foi reconhecido pela organização do campeonato.

Amparada por uma decisão jurídica final, a qual não cabe recurso, favorável ao Sport, a Caixa entregou a taça ao São Paulo. Uma semana depois, no entanto, a CBF passou a considerar também o título da equipe do Rio.

A CBF informou que só irá comentar a decisão quando for notificada judicialmente.

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