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França vai liderar força da ONU no Líbano até 2007

25 Ago 2006 - 08h21
O ministro de Relações Exteriores da França, Philippe Douste-Blazy, afirmou nesta sexta-feira que seu país comandará a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) pelo menos até fevereiro de 2007, quando a ONU (Organização das Nações Unidas) decidirá "quem prossegue o trabalho".

Ministros das Relações Exteriores dos países da União Européia (UE) se reúnem nesta sexta-feira em Bruxelas (Bélgica) com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan. O objetivo do encontro é concretizar o envio de tropas internacionais ao sul do Líbano. A necessidade de forças de paz no local torna-se cada vez mais urgente 11 dias após o cessar-fogo entre o grupo terrorista libanês Hizbollah e Israel.

O posicionamento das tropas internacionais na fronteira entre o Líbano e a Síria, além da definição das funções a serem exercidas na região, são os principais problemas enfrentados pela versão ampliada da Unifil.

Israel e o grupo terrorista Hizbollah travaram uma batalha que durou 34 dias e deixou 1.183 mortos no Líbano e cerca de 160 em Israel, segundo relatório da ONU.

O estopim do conflito --que começou no dia 12 de julho e durou até o cessar-fogo iniciado no último dia 14-- foi o seqüestro de dois soldados israelenses pelo Hizbollah, em ação que deixou oito soldados israelenses e dois membros do Hizbollah mortos.

Ataques aéreos israelenses deixaram cidades inteiras no Líbano sob escombros e forçaram quase 1 milhão a pessoas sair de suas casas. O Hizbollah, em ação sem precedente, também lançou cerca de 4.000 foguetes contra a região norte de Israel, fazendo com que aproximadamente 300 mil pessoas se deslocassem para abrigos antiaéreos ou outras cidades.

ONU

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, afirmou nesta sexta-feira ao chegar à capital belga que a reunião de chanceleres europeus em Bruxelas será um "início muito bom" para a formação da força internacional de 15 mil homens no Líbano.

Ao ser consultado sobre se esperava que a comunidade internacional conseguiria reunir 15 mil homens para consolidar a trégua no Líbano, Annan respondeu: "Não sei, mas teremos um início muito bom hoje".

"Encontrarei 15 mil homens", acrescentou, sem dar mais detalhes.

Franceses

Um total de 150 soldados franceses desembarcou nesta sexta-feira no porto da Unifil na cidade de Naqura, no sul do Líbano, informou um porta-voz da ONU.

Os soldados franceses, membros da Brigada de Engenharia, se unirão aos 50 que chegaram há uma semana e se encarregarão de desativar milhares de bombas de fragmentação abandonadas no sul do país.

Segundo o porta-voz, por enquanto não há previsão de embarque de mais militares franceses rumo ao sul do Líbano.

O contingente chega depois de o presidente francês, Jacques Chirac, anunciar que seu país enviará 1.600 soldados para contribuir com o reforço da Unifil, previsto na resolução 1701 da ONU.

Israel

A chefe da diplomacia israelense, Tzipi Livni, afirmou nesta sexta-feira que o Exército de Israel não se retirará das zonas que ocupa no sul do Líbano antes da mobilização dos reforços das forças de paz.

Livni descartou essa retirada de imediato, afirmando que "a resolução 1701 do Conselho de Segurança estipula um deslocamento do Exército libanês apoiado por uma força internacional" reforçada, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores israelense, Marc Regev.

A ministra disse também que "a força internacional deverá se posicionar também na fronteira entre Líbano e Síria para impedir o tráfico de armas" destinadas ao Hizbollah.

Israel acusa a Síria de enviar armas para o Hizbollah por seu território, o que este país desmente.

A chefe da diplomacia grega, Dora Bakoyannis, em visita a Israel, confirmou, por sua vez, que seu país enviará tão logo seja possível um contingente para participar da Unifil.

Líbano

O primeiro-ministro do Líbano, Fouad Siniora, afirmou nesta quinta-feira que o Exército libanês "está sendo posicionado na fronteira com a Síria" e que não tem "intenções hostis" para com o país vizinho.

Segundo Siniora, seu governo deseja manter "relações amistosas" com Damasco, baseadas no "respeito mútuo". Ele disse que o deslocamento das tropas é efetuado para "impedir possíveis invasões ao Líbano".

Nesta quarta-feira, a Síria ameaçou fechar sua fronteira com o Líbano, caso os soldados da ONU sejam posicionados na região. Segundo o presidente da Síria, Bashar al Assad, o posicionamento de tropas internacionais na fronteira seria considerado "um movimento hostil" contra seu país.

Fontes da direção do Hizbollah disseram que rejeitam a presença de tropas internacionais na fronteira com a Síria, já que consideram que Israel quer "tirar vantagens do cessar-fogo para prosseguir com seus ataques contra o Líbano e manter os sírios sob controle".

O grupo se opõe também à presença das forças internacionais nos portos e aeroportos do Líbano.

As mesmas fontes afirmaram que Israel não respeita as resoluções da ONU, e lembraram que o Exército do país atacou uma base da Unifil durante o conflito, matando quatro observadores internacionais.

O Hizbollah afirmou, no entanto, que não atuará sem a aprovação do governo libanês, e evitará ações que possam ser utilizadas como pretexto para a manutenção das tropas israelenses no sul do país.

O Hizbollah nega que o desarmamento da milícia esteja contemplado na resolução 1.701 do Conselho de Segurança, que levou ao fim das hostilidades.
 
 
Folha Online

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