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Forma de se expor ao sol determina tipo do câncer de pele

5 Dez 2005 - 14h48

A forma como a pessoa se expõe ao sol pode determinar que tipo de câncer de pele ela vai ter. O Dr. Lúcio Bakos, um dos coordenadores da Campanha Nacional contra o Câncer de Pele e membro da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), alerta que pessoas que têm 30 ou mais queimaduras ao longo da vida têm 11 vezes mais chances de desenvolver melanoma, o tipo menos comum, mas mais fulminante de câncer de pele.

 

De acordo com o dermatologista, diversos estudos demonstram que os melanomas estão mais relacionados com a exposição solar intermitente, durante muito tempo na vida. Ou seja, “quem desde criança toma sol por lazer, nos fins de semana ou apenas durante as férias, mas não se protege adequadamente e sempre apresenta queimaduras, ao longo dos anos tem uma probabilidade maior de desenvolver o melanoma”.

 

Assim, os melanomas nas peles claras estão mais ligados a queimaduras solares desde a infância, acumuladas durante a vida. Um estudo publicado pelo Dr. Bakos e colaboradores no International Journal of Dermatology demonstrou que o fator de risco mais importante para melanoma nos grupos estudados era o número de queimaduras solares que tiveram na vida. Trinta ou mais queimaduras solares davam aos pacientes 11 vezes mais chances de desenvolver melanomas do que os que não tiveram queimaduras (e queimadura é sol intermitente, pois a pele não está habituada).

 

Os estudos mostram ainda que, para o indivíduo desenvolver um câncer da pele, aquela área onde aparecerá o tumor deverá ter absorvido um determinado número de horas de UV durante a vida. Ou seja, o importante é evitar o acúmulo de horas de UV na pele, seja de forma continuada ou intermitente, para não atingir aquela cota necessária para desenvolver o câncer. Esta cota é individual e é determinada por fatores constitucionais de risco (herança, pele clara, olhos claros, sardas, etc).

 

O médico ressalta que quase 70% dos melanomas estão em áreas normalmente não expostas ao sol do dia-a-dia (ombros, dorso, tórax anterior, pernas, etc.). Menos de 10% são de áreas expostas constantemente (face, antebraços, etc.) e são do tipo lentigo maligno, de melhor prognóstico. Uma porcentagem menor, também inferior a 10%, são os melanomas acrais (plantas dos pés, palmas das mãos, etc.) e não tem nada a ver com o sol, mas sim com características genéticas – surgem normalmente em peles escuras (mais freqüentes em negros, mulatos, asiáticos, etc).

 

Já tipos menos invasivos do câncer de pele, como os carcinomas epidermóides, se localizam em áreas de exposição diária (nariz, fronte, dorso de mãos, lábio inferior, etc.) e iniciam por asperezas de pele. Assim, quanto mais sol diário, mais espessa fica a pele, podendo se transformar em um carcinoma. Esse tipo de câncer é mais comum em trabalhadores que estão expostos ao sol diariamente, como agricultores.

 

Para orientar a população sobre os riscos e benefícios da exposição ao sol e detectar casos de câncer de pele, a SBD realiza no dia 10 de dezembro a Campanha Nacional contra o Câncer de Pele, que pretende atender gratuitamente cerca de 40 mil pessoas em todo o país. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de pele é o de maior incidência no Brasil e, para este ano, estão previstos quase 119 mil novos casos.

 

A partir dos atendimentos, a SBD irá elaborar um novo mapa da doença no país, identificando as regiões de maior incidência, o fototipo (tipo de pele), o sexo e a idade das pessoas atingidas. Casos de diagnóstico positivo serão imediatamente encaminhados para tratamento ou cirurgia sem nenhum custo.

 

      Sobre o Câncer de Pele

Câncer da pele é o crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Estas células se dispõem formando camadas e, dependendo da camada afetada, surgem os diferentes tipos de câncer. Os mais comuns são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares; o mais perigoso é o melanoma.

A radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento do câncer e o envelhecimento da pele. Ela se concentra nas cabines de bronzeamento artificial e nos raios solares.

O carcinoma basocelular é o tipo mais freqüente, e representa 70% dos casos. É mais comum após os 40 anos, em pessoas de pele clara. Seu surgimento está diretamente ligado à exposição solar cumulativa durante a vida. Apesar de não causar metástase, pode destruir os tecidos à sua volta, atingindo até cartilagens e ossos.

Já o carcinoma espinocelular é o segundo tipo mais comum de câncer da pele, pode se disseminar por meio de gânglios e provocar metástase. Entre suas causas, estão: exposição prolongada ao sol, principalmente sem a proteção adequada; tabagismo; exposição a substâncias químicas com arsênio e alcatrão e alterações na imunidade.

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