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Brasil

Faturamento das empresas cai 6,3% no primeiro semestre, diz Serasa

14 Nov 2009 - 05h45Por Folha Online

O faturamento das empresas brasileiras recuou 6,3% no primeiro semestre de 2009, já descontada a inflação, em relação aos primeiros seis meses do ano passado, segundo estudo da Serasa Experian. A pesquisa considera empresas que atuam na indústria, no comércio e nos serviços.

Segundo os analistas da Serasa, o terceiro trimestre de 2009 já apresenta avanço na demanda, evidenciada pela recuperação da atividade comercial. "O efeito positivo desta demanda mais aquecida já se faz sentir por quase todos os setores econômicos. Tanto a indústria, quanto as prestadoras de serviços, que anteriormente haviam apresentado retração, passam a acompanhar a retomada da economia e tendem a encerrar 2009 com evolução mais favorável de suas receitas", afirma a entidade.

Quando se compara a desempenho do faturamento de janeiro a junho de 2009 com o mesmo período do exercício anterior, o comércio se destaca como o único setor a apresentar crescimento real de 2,7%.

"Os principais responsáveis por tal desempenho foram o comércio de bens de consumo não duráveis, por serem menos dependentes do crédito, com destaque para as empresas que atuam na comercialização de gêneros alimentícios", diz a Serasa.

Ainda segundo o levantamento, as empresas que atuam com bens duráveis apresentaram retração em suas receitas, por serem mais suscetíveis à turbulência econômica, quando há mais necessidade de crédito para poder comercializar seus produtos.

O setor de serviços viu seu faturamento recuar em 4,1% nos primeiros seis meses de 2009 em relação à igual período de 2008, sendo que o segmento de energia elétrica sofreu com queda de 7,6% provocada pela redução no fornecimento a classe industrial, afetada pela crise.

A telefonia fixa teve queda de 5,4% --afetada pela migração de clientes para a telefonia móvel--, e as empresas de construção civil e saneamento obtiveram evolução positiva nas receitas.

Até junho deste ano, as indústrias apresentaram queda de 12% nas vendas, comparadas aos primeiros seis meses de 2008, demonstrando o pior desempenho de toda a série histórica (desde 2000). A indústria de alimentos, com bens de primeira necessidade, apresentou evolução de faturamento da ordem de 0,2%.

Os segmentos da indústria mais afetados, no primeiro semestre, foram os de siderurgia, química e fertilizantes, com a deterioração do preço médio de vendas como ponto comum aos três, sendo que o setor siderúrgico sofreu ainda com o menor volume de vendas e com os efeitos cambiais sobre a exportação.

"No geral, o primeiro semestre ficou como economicamente conturbado onde prevaleceu, entre outras coisas, a falta de confiança dos consumidores na retomada da atividade econômica. Para reverter este cenário o governo adotou políticas anticíclicas (cortes de impostos, reduções de juros e medidas de estímulo ao crédito) que aliada ao comprometimento das empresas em tomar decisões que visavam maior flexibilidade operacional e à ênfase em gerir mais eficientemente seus recursos, contribuíram para reverter do quadro recessivo, recolocando o país no início de um novo ciclo de crescimento", afirma a Serasa.

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