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Brasil

Exército EUA quer se concentrar em 20 bases iraquianas

30 Jun 2004 - 14h18
O exército americano pretende diminuir de 100 para 17 o número de suas bases no Iraque antes da próxima primavera (hemisfério norte), com o objetivo final de concentrar suas forças em duas grandes áreas.

"O esquema de redução do número de bases está ligado ao plano de segurança, e à rapidez com a qual as forças iraquianas serão capazes de assumir suas tarefas", explicou à AFP o comandante Chris Prigge, um dos principais responsáveis pelo planejamento militar.

Atualmente, há 127.500 soldados americanos no Iraque, com um rodízio de entre 105.000 e 110.000 novos efetivos que devem chegar na próxima primavera por um período de um ano.

Prigge destacou que quatro fases foram definidas. Quinze meses depois da invasão, o Iraque ainda se encontra na "fase um", na qual os soldados são diretamente responsáveis pela segurança, mas o comandante expressou sua esperança de que o país árabe passe à "fase dois", ou seja, o "controle local", em dezembro.

A partir deste momento, a polícia será encarregada da segurança, mas poderá recorrer às tropas americanas como "força de reação rápida".

"O controle local está previsto para dezembro, mas é difícil saber se realmente acontecerá desta forma, pois a grande incerteza permanece a respeito da organização das eleições", previstas para até o dia 31 de janeiro de 2005, admitiu o comandante.

A coalizão começou a se preparar para esta fase, posicionando suas tropas em campos na periferia das cidades e instalando centros conjuntos para americanos e iraquianos.

"Vamos treinar as forças iraquianas durante todo o outono (hemisfério norte), para que possam garantir o controle à nível local, permitindo assim a nossa retirada dos bairros e das pequenas cidades", explicou à AFP o vice-comandante da Força Multinacional (FMN), o general Thomas Metz.

Metz espera que o Iraque passe à "fase três", o "controle regional", no início do próximo ano. A segurança será então garantida totalmente pelos iraquianos e as forças americanas entrarão nas cidades apenas em último casso.

"No início de 2005, com o controle regional, somente interviremos se as forças iraquianas precisarem de nós", ressaltou o general.

Neste momento, haverá apenas entre 13 e 17 bases americanas ao redor de Bagdá, ao norte e ao oeste da capital, especificou o comandante Prigge.

As forças britânicas e polonesas controlam o sul e o centro do país.

Finalmente, o Iraque passará à "fase quatro", a "supervisão estratégica", em uma data ainda não determinada.

A partir deste momento, ficarão apenas duas ou três bases longe das áreas habitadas, e os soldados sairão somente para operações especiais ou exercícios conjuntos com as forças iraquianas, informou Prigge.

Porém, os oficiais americanos continuam prudentes com relação à agenda. Atualmente, há 7.345 militares iraquianos treinados, ou seja, muito menos de que os 40.000 previstos para o próximo mês de setembro.

"É preciso esperar o fim de 2004 ou o início de 2005 para que um grande número de batalhões do exército estejam prontos para atuar", destacou o general Metz.

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