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Em semana decisiva, Moka pode virar ministro da Agricultura

12 Mar 2007 - 13h12
 

Na semana em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve concluir a reforma ministerial, o deputado federal e presidente regional do PMDB, Waldemir Moka, pode virar ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento ( MAPA ), no lugar de Luiz Carlos Guedes Pinto.

O PMDB será contemplado com a pasta da Integração Nacional e manterá os ministérios das Comunicações e das Minas e Energia. A bancada da Câmara, no entanto, pressiona o governo para garantir mais uma vaga – Turismo , caso Marta Suplicy (PT-SP) recuse a oferta de Lula, ou Agricultura – e se igualar com a do Senado, que fez duas indicações.

Os deputados querem ainda cargos no segundo escalão, como a Secretaria de Previdência Complementar, e diretorias de estatais como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Em entrevista na manhã desta segunda-feira ao Bom Dia Brasil, o presidente do partido, deputado Michel Temer (SP), disse que o PMDB deverá ter quatro ministérios. Temer não considerou a indicação do médico José Gomes Temporão, recém-filiado ao PMDB, para o ministério da Saúde.

Se a pasta ofertada for o Turismo, a bancada deve indicar o deputado Eunício Oliveira (CE), que respondeu pelo Ministério das Comunicações no primeiro mandato de Lula. Para a Agricultura, o nome mais cotado é do deputado Waldemir Moka, que ganhou ainda mais corpo com a reeleição de Temer e a derrota do chamado “comando nacional”, formado pelos senadores José Sarney e Renan Calheiros, na convenção nacional do último fim de semana.

Moka conta também com o apoio da bancada ruralista, do governador André Puccinelli (PMDB), que vem fazendo lobby pela indicação, e de entidades ligadas ao agronegócio, como a OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) e a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

Embora Moka seja o mais cotado, o PMDB tem outros nomes ao cargo: Orlando Pessuti, vice-governador do Paraná e o deputado Moacir Micheletto (PR).

Presente de grego?

Moka tem reiterado que não quer ser ministro. Depois de ter os discursos críticos a Lula silenciados pela coalizão e pela “governabilidade”, o parlamentar se sente pouco à vontade para integrar o ministério. Para o presidente Lula, no entanto, seria interessante ter no governo um ex-ferrenho-crítico que reúne o apoio da bancada ruralista.

Moka evita falar no assunto e diz que está afastado das articulações. “Não movo uma palha por ministério, nem estou a par das conversações. Isso cabe ao presidente Michel Temer”, disse ao Midiamax. 

Se for indicado, contudo, Moka deverá acatar a decisão da sigla e se tornar o terceiro ministro representando Mato Grosso do Sul em 13 anos.

De 1994 a 1995 (1º mandato de Fernando Henrique Cardoso), o então secretário-executivo do Ministério das Minas e Energia Delcídio do Amaral, filiado à época ao PSDB, foi ministro das Minas e Energia. Seis anos depois, o então senador Ramez Tebet (PMDB) comandou por três meses – de junho a setembro de 2001 -, o Ministério da Integração Nacional.
 
 
Agências Nacionais

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