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Brasil

Dólar fecha a R$ 1,75, no pico do mês, e Bovespa cede 2,23%

26 Nov 2009 - 16h48Por Folha Online

A cotação da moeda americana teve a sua maior disparada do mês, em meio ao nervosismo global com a notícia de uma possível moratória em Dubai (Emirados Árabes Unidos). O giro de negócios também foi afetado pelo feriado nos EUA (Dia de Ação de Graças).

Dessa forma, o dólar comercial foi negociado por R$ 1,750, alta de 1,39%, nas últimas operações desta quinta-feira. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,756 e R$ 1,731. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 1,860, um aumento de 1,63%.

No mercado internacional, o euro chegou a ser cotado acima de US$ 1,51, mas recuou para US$ 1,50 no encerramento dos negócios na praça londrina.

"O giro foi muito baixo tanto no dólar quanto na Bolsa. A alta de hoje foi principalmente por conta de Dubai, com o medo do tamanho dos rombos de lá. Pessoalmente, acho que essa taxa de R$ 1,75 não se sustenta amanhã, mesmo porque a proporção de entrada de dólares está muito acima das saídas. Os nossos juros ainda estão muito bons [para o investidor externo]. Agora, tudo vai depender de como os americanos vão refletir essa notícia, quando os mercados reabrirem amanhã", sintetiza Paulo Prestes, da mesa de operações da corretora Exim.

O mercado global repercute o pedido de Dubai para renegociar uma dívida de bilhões de dólares, com o temor de que os problemas do pequeno país árabe aumentem a aversão a risco dos investidores.

"A Dubai World [estatal] tem a intenção de pedir aos que estão entre os seis credores e aos credores da Najeel que esperem ao menos até 30 de maio de 2010 para o pagamento de dívidas vencidas", afirmou em um comunicado o Fundo de Apoio Financeiro de Dubai, que vigia os efeitos da crise na economia do emirado.

O episódio provocou a derrubada generalizada das Bolsas, desde o mercado asiático (queda de 0,62% em Tóquio) passando pelas Bolsas europeias, onde o estrago foi maior: em Londres, o índice FTSE derreteu 3,18%; em Frankfurt, o Dax cedeu 3,25%, e em Paris, o Cac teve queda de 3,41%.

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) não foge do script e amarga perdas de 2,27%, aos 66.374 pontos. O giro financeiro é de R$ 2,96 bilhões. Não há negócios nos EUA, devido ao feriado local.

Juros futuros

O mercado de juros futuros, que sinaliza o custo do dinheiro nos bancos, ajustou para cima as taxas projetadas nos contratos de mais longo prazo.

Entre as principais notícias do dia, a inflação medida pelo IPCA-15 foi de alta de 0,44% em novembro, pouco acima das apostas em 0,37% e bem acima da variação medida em outubro (0,18%). No acumulado do ano, o índice registra alta de 3,79%, acima dos 3,34% observados de janeiro a outubro de 2008.

No contrato que aponta os juros para outubro de 2010, a taxa prevista passou de 9,69% ao ano para 9,75%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada avançou de 10,20% para 10,28%. Essas taxas são preliminares e podem sofrer ajustes.

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