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Brasil

Corumbá: chuva de mais de 130 milímetros causa prejuízos a moradores

1 Mar 2011 - 08h58Por

A chuva que cai sobre Corumbá desde o fim da noite de domingo, 27 de fevereiro, fez muitos estragos pela cidade. Em todos os pontos percorridos pela reportagem, era possível ver algum morador passando por situação de alagamento ou de dificuldade para se locomover. No bairro Popular Nova, na rua Firmo de Matos, esquina com a Dom Pedro I, uma casa foi totalmente inundada após o muro dos fundos da residência ceder e toda a água que estava acumulada no terreno baldio do quintal vizinho, invadir o imóvel. "Por volta das duas horas da manhã, eu ouvi meu cachorro latir. Quando me levantei da cama, a água em minha casa já estava em meu joelho. Na hora corri para ver minha filha e ela estava no colchão, que estava boiando. Foi uma situação horrível. Moro há dois anos nesta casa e nunca passei por uma situação desta. A água só entrou porque nos fundos, há um terreno baldio, cheio de lixo, entulho e que toda vez que chove enche de água. Desta vez, o muro de minha casa não aguentou", lamentou a dona de casa, Flávia Regina Conche de Pinho, 31 anos. Pelas ruas, galerias de águas pluviais não suportaram a vazão da água e acabaram transbordando. Na rua Gonçalves Dias, esquina com a Firmo de Matos, transitar a pé, de bicicleta ou motocicleta era impossível, pois a galeria transbordou, inundando todo o trecho. No bairro Cristo Redentor, a situação foi a mesma, porém, o transtorno foi bem maior, pois toda a rua Quinze de Novembro, esquina com as ruas São Paulo e Minas Gerais, ficou alagada. Os moradores, inclusive, impediram o trânsito pelo local, pois há muitos buracos nas ruas, o que oferecia um grande perigo a quem tentava passar pela rua. Ainda no Cristo Redentor, uma farmácia foi tomada pela água. A proprietária, Vânia Santana de Souza, 44 anos, relatou como foi o momento em que chegou ao local. "Por volta das seis horas da manhã, ao abrir a farmácia tomei um grande susto, pois a água estava na altura do meu tornozelo. A única coisa que perdi foi uma geladeira, pois a água entrou no motor. Deu muito medo da chuva continuar e eu perder meu estoque de medicamentos. Graças a Deus que a chuva deu um intervalo. A sujeira foi muita, mas isso limpamos. Agradecemos a Deus que nada mais grave aconteceu com os moradores da região", frisou ao Diário. Enquanto na farmácia a sujeira preocupava, na casa de Erico Cunha, no bairro Universitário, na rua Comandante Wanderley, a situação foi lastimável, como o próprio morador descreveu. "Às duas da manhã, a chuva estava muito forte, e de repente, ouvimos um grande barulho. Era o bueiro que fica sobre a calçada da minha casa que havia estourado. Acredito que pelo grande volume de água, ele não suportou, e a água invadiu a minha casa. Toda a água do esgoto está indo direto para dentro da casa. Moro aqui há dois meses, ela é alugada e ninguém me avisou que isso poderia acontecer. Minha família perdeu tudo, perdemos os móveis, só sobrou a roupa, que também esta toda molhada. Dentro da casa, a água atingiu nossa cintura, dava medo de ser arrastado, mas se eu pensasse nisso, não teria nem forças para salvar o que podia", contou. Diante do desespero, Érico contou que primeiro pensou na família, depois nos seus pertences. "Minha prioridade foram meus filhos. Chamei meus parentes que moram por perto, eles me ajudaram a tirar meus filhos de dentro da casa, depois eu pensei no que era possível salvar. Daí, me dei conta que havia perdido tudo, só sobraram as roupas. Mesmo assim, tive que esperar os bombeiros, pois entrar na casa estava muito arriscado. Acredito que vamos ter que ficar na casa de parentes, pois perdemos tudo mesmo, até as camas", lamentou.

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