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Brasil

Corinthians sofre, mas vira com gols de Elias pela Libertadores

25 Fev 2010 - 06h43Por Uol

O sofrimento começou. O Corinthians estreou na cobiçada Libertadores na base do sufoco. Após um apagão no primeiro minuto de jogo, a equipe de Mano Menezes contou com uma noite inspirada de Elias para virar e vencer o modesto Racing (URU) por 2 a 1, na noite desta quarta-feira, no Pacaembu. Foi preciso superar um adversário recuado, disposto a retardar a partida desde o primeiro tempo e pouco interessado no triunfo.

Mas o Corinthians superou tudo isso. Depois de sair em desvantagem com 57 segundos de bola rolando, em gol de Cauteruccio, o time anfitrião viu Elias brilhar. Ele empatou ainda antes do intervalo e virou aos 25min da etapa final. Em ambos os lances, recebeu passe na área e finalizou de primeira, certeiro.

Nem mesmo o Pacaembu cheio (não lotado) e a pressão inicial programada por Mano amenizaram as dificuldades. O Corinthians, então, precisou buscar calma e concentração para não acumular seu primeiro tropeço logo na estreia. O esforçou valeu a pena e foi facilitado pela expulsão de Flores, no início da etapa final.

Com o resultado, o Corinthians soma seus primeiros três pontos e já lidera o grupo 1, já que Cerro Porteño e Independiente Medellín largaram com empate por 1 a 1 no outro jogo da chave. O Racing, por sua vez, aparece em último, sem pontuar.

A torcida começou a fazer sua parte antes mesmo de a bola rolar. Vaiou o Racing desde o aquecimento, vibrou do anúncio da escalação alvinegra até o primeiro carrinho. Ela só não esperava que o time sofresse um verdadeiro “apagão” com menos de um minuto de bola rolando.

Aos 57 segundos, a defesa parou em cruzamento na área e deixou Cauteruccio livre na cara de Felipe. O atacante não desperdiçou: tocou na saída do corintiano e fez 1 a 0. A torcida logo reagiu e manteve o apoio. Fora de campo, outro erro alvinegro: os fogos de artifício preparados pelos anfitriões pararam só aos 4min de jogo, quando o time de Mano mostrava certo nervosismo e tentava reagir ao gol sofrido.

Aos poucos, o cenário melhorou para o Corinthians. Com a bola no chão, a equipe brasileira foi para cima. Roberto Carlos ameaçou de longe. Mas foi tocando que o empate aconteceu, aos 10min. Ronaldo iniciou a jogada fora da área e acionou Tcheco. O meia tocou de calcanhar, de primeira, e colocou Elias na frente de Contreras para deixar tudo igual. Agora sim festa alvinegra. Sem fogos.

O Racing não mudou sua postura com o empate. Ficou totalmente recuado, deixando apenas Cauteruccio mais à frente. Nas bolas paradas, não teve pressa alguma. E o relógio marcava apenas 20min. O Corinthians buscou espaços de diferentes maneiras. Com a dificuldade no meio, a melhor saída foi pelas laterais, com Alessandro e Roberto Carlos. Não deu certo. Ronaldo, então, buscou a jogada individual. Seu melhor chute parou em Contreras.

Na etapa final, Mano decidiu aumentar a presença corintiana na área e colocou Souza no lugar de Defederico. O Racing continuou bem fechado. O duelo de nervos, então, cresceu. Ronaldo e Roberto Carlos fizeram faltas duras e foram advertidos. Os uruguaios pediram a expulsão de ambos. O árbitro preferiu administrar com os amarelos.

A pressão do Corinthians foi constante. Roberto Carlos cansou de chutar de fora da área. Os cruzamentos também não funcionaram. A solução, então, foi repetir a dose do primeiro tempo. Ronaldo novamente iniciou a jogada e tocou para Souza. O reserva logo enfiou para Elias. E aí o camisa 7 fez o necessário: bateu na saída do goleiro e virou o jogo: 2 a 1.

Se Elias não cansou de vibrar e comemorar com seu feito, o Pacaembu respirou mais aliviado. E o Corinthians não se conformou com o placar. Seguiu sufocando o Racing. Ronaldo quase deixou sua marca no final ao passar por dois rivais e ver seu chute ser defendido pelo pé de Contreras. O terceiro gol não saiu, mas o time alvinegro conseguiu o mais importante: os três pontos em casa. Foi sofrido, mas essa é a Libertadores tão sonhada pelo centenário Corinthians.

CORINTHIANS 2 X 1 RACING (URU)

Corinthians
Felipe; Alessandro (Jucilei), Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Elias, Tcheco e Jorge Henrique (Dentinho); Defederico (Souza) e Ronaldo
Técnico: Mano Menezes

Racing (URU)
Contreras; Brasesco, Hernández, Pallás e Tejera; Vega, Ostolaza, Flores e Matías Mirabaje (Scotti); Quiñónes (Barrientos) e Cauteruccio (Cuello)
Técnico: Juan José Verzeri

Data: 24/02/2010, quarta-feira
Local: estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Árbitro: Raúl Orosco (BOL)
Auxiliares: Jorge Calderón (BOL) e Juan Arroyo (BOL)
Público: 31.035 pagantes (total de 32.166)
Renda: R$ 2.181.742,00
Cartões amarelos: Jorge Henrique, Ronaldo, Roberto Carlos (COR); Quiñónez, Pallás, Vega (RAC)
Cartão vermelho: Flores (RAC)
Gols: Cauteruccio, a 1min, e Elias, aos 10min do primeiro tempo; Elias, aos 25min do segundo tempo

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