Menu
SADER_FULL
sexta, 14 de maio de 2021
Busca
Brasil

Confederação discute propostas do governo

6 Set 2004 - 08h19
A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE) encerrou hoje a Segunda Plenária Intercongressual, onde 35 organizações filiadas à CNTE chegam a conclusões e estabelecem propostas sobre os rumos que tomarão em relação à reforma sindical, reforma no ensino superior, proposta do Fundo de Financiamento à Educação Básica (Fundeb) e políticas educacionais do governo.

Segundo Juçara Dutra Vieira, presidente da CNTE, ficou decidido que a confederação irá legitimar a Central Única dos Trabalhadores (CUT) como representante da classe trabalhadora e da CNTE no Fórum Internacional do Trabalho. Ela diz que a CUT tem assento no Fórum que realiza negociações entre o governo, os empregadores e as Centrais Sindicais. “Na questão da reforma sindical consideramos dois itens necessários, especialmente para o serviço público, que são a negociação coletiva e o direito de greve – dois pontos que não foram conquistados pelos trabalhadores, embora o direito de greve já estivesse previsto desde a Constituição Federal de 1988”, destaca Juçara.

Além disso, durante a plenária, foi decidido que a CNTE continuará debatendo a proposta apresentada pelo governo no que diz respeito à reforma do ensino superior. “Decidimos continuar com a proposta do governo, embora tenhamos pontos contrários, como a compra de vagas públicas em estabelecimentos privados, a estatização de vagas. Mas, também temos pontos a favor como o que se refere às cotas”, ponderou a presidente da confederação.

Durante o encontro, também foram tratados pontos que consideram prioritários para a política dos fundos. Sobre a proposta do governo de criação do Fundeb, por exemplo, foi debatido que o Fundo deve ter recursos da União que não sejam concorrentes com os das universidades. “Também queremos que, dentro desta política de financiamento, se inclua o piso salarial profissional nacional, que haja efetivo controle social no sentido de responsabilizar os que desviam verbas do existente fundo do ensino fundamental, que haja a inclusão no fundo de todos os níveis e modalidades de educação básica”, disse Juçara Vieira.

Quanto às políticas de educação do governo, a presidente da CNTE pediu o aumento do financiamento educacional, derrubando vetos ao Plano Nacional de Educação. “Os vetos implicam na retirada, ou não destinação de recursos para a educação. Um dos pontos vetados do plano é o aumento gradativo do investimento do Produto Interno Bruto (PIB)”, revelou.

Além disso, foi incluída na proposta a ser entregue ao Ministério da Educação (MEC), em teleconferência no dia 22 de setembro, a necessidade de aumento do custo por aluno e que a educação seja tratada ainda no âmbito econômico. “Para instituir o Fundeb, ainda depende da concordância dos governadores e dos prefeitos”, lembrou Juçara.
 
 
Agência Brasil

Deixe seu Comentário

Leia Também

SONHO INTERROMPIDO
Agente educacional morta em ataque a creche em Saudades queria fazer intercâmbio no Canadá
PESQUISA PRESIDENCIAL
Datafolha mostra Lula disparado na corrida eleitoral
NOVA INFECÇÃO
Covid-19: após 3 semanas de queda, casos de coronavírus avançam no Brasil puxados por 9 Estados
TRISTEZA NA FAMILIA
Seis pessoas da mesma familia morrem vítimas da Covid-19
NOVAS REGRAS
WhatsApp: o que acontece se você não aceitar novas regras do aplicativo até 15 de maio
FAMOSIDADES
Pai da campeã do 'BBB 21' Juliette vive em casinha de barro na Paraíba
CACHAÇA
Jovem enfia garrafa no ânus durante bebedeira e vai parar no hospital
ESCALADA DA VIOLÊNCIA
Operação mais letal da história deixa 25 mortos no Jacarezinho
VITIMA DO MASSACRE
'Fiquei vendo costurarem os ferimentos. Chorava, orava e agradecia por ele estar vivo, diz mãe
FRIO - FÁTIMA DO SUL NOVA ONDA DE FRIO
Frio de origem polar começa a ser sentido novamente e terá geada