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Brasil

Chineses querem comprar minério e soja de MS pela hidrovia

3 Dez 2004 - 09h45
A Xinwen Mining Group, mineradora chinesa que integra o conglomerado de seis indústrias presidido pelo megaempresário Ge Mao Xin, pretende importar pela Hidrovia do Paraguai, a partir de 2005, dois milhões de toneladas/ano de minérios extraídos das jazidas de Corumbá. O grupo também poderá adquirir até um milhão de tonelada de soja produzida em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Bolívia.

Missão coordenada pelo próprio Ge Mao Xin visitou por dois dias mineradoras, portos e operadores da hidrovia da região, estudando o potencial das jazidas e a qualidade do minério e analisando a logística de transportes, que é uma das preocupações centrais do grupo para formalizar as importações. O interesse pelo minério do Morro de Urucum é resultado da recente vinda ao Brasil do presidente da China, Hu Jintao , a convite do presidente Luís Inácio Lula da Silva.

As perspectivas de comércio com Mato Grosso do Sul são extremamente positivas, segundo Augusto Myung Ho Kwon, da Fidebras, empresa com sede em São Paulo que está dando consultoria empresarial ao grupo chinês. Ele disse que Ge Mao Xin está pesquisando o mercado brasileiro em busca de matéria-prima para suprir necessidades imediatas, quanto a preços e condições de transporte, e já visitou outros estados produtores de soja, como Paraná e Rio Grande do Sul.

O grupo chinês é formado por indústrias de elétrica, cimento, carvão mineral, papel, minério e óleo de soja, com faturamento anual de U$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 4,1 bilhões na cotação oficial de hoje). Localizado na Península de Schang-Dong, na Costa Leste da China e entre Xangai e Pequim, o conglomerado emprega 112 mil trabalhadores. Somente a indústria de soja esmaga um milhão de toneladas/ano, informou o diretor da Fidebras.

Ge Mao Xin, detalhista e exigente na clareza das propostas e das alternativas de transporte, demonstrou interesse pela matéria-prima de Mato Grosso do Sul, segundo seus assessores, que filmaram, fotografaram e gravaram as visitas e reuniões. O empresário também visitou a Administração da Hidrovia do Paraguai (Ahipar), empresa do Ministério dos Transportes com sede em Corumbá, onde foi recebido pelo superintendente Fermiano Yarzon.

“O foco chinês a nossa matéria-prima, sobretudo o minério e a soja, reflete a política de integração comercial que o Brasil e Mato Grosso do Sul vêm promovendo com os países da Europa e da Ásia”, destacou o superintendente da Ahipar. “O aumento das exportações vai incrementar a navegação comercial e viabilizará portos estratégicos, como os de Ladário e de Porto Murtinho”. Yarzon também detalhou ao chinês outra alternativa modal, a ferrovia.
 
 
Agência Popular

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