Menu
SADER_FULL
terça, 11 de maio de 2021
Busca
Brasil

CBF estipula prêmio de R$ 79 mil por jogador pelo título

20 Jul 2004 - 07h17
A reconquista da hegemonia do futebol nas Américas valerá premiação de R$ 79 mil para cada um dos 22 jogadores que defendem a seleção brasileira no Peru.

O valor, determinado pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, valerá para comissão técnica e todos os atletas convocados para a Copa América, independentemente da quantidade de jogos disputados no torneio sul-americano.

"Fazer distinção seria loucura. Todos têm participação igual", afirmou o cartola à Folha de S. Paulo, por telefone.

Na avaliação da cúpula da CBF e da comissão técnica, a distribuição de dinheiro relacionada ao número de partidas em uma competição tão curta racharia o grupo. No Brasil, a maioria dos clubes adota o bicho por participação na campanha e objetivo conquistado --nesse caso, quem joga mais ganha mais.

Até aqui, os jogadores já garantiram R$ 26,5 mil cada um (o valor é bruto, e o imposto de renda é retido na fonte). O prêmio corresponde à passagem pela primeira fase (R$ 13.500), à vitória sobre o México (R$ 9.000) e às 27 diárias de US$ 50 que a CBF paga aos membros da delegação.

Com uma vitória quarta-feira, às 21h45, contra o Uruguai, pelas semifinais, os comandados de Carlos Alberto Parreira alcançam a final da Copa América e faturam mais R$ 10,5 mil.

A conquista do sétimo título do país na história do sul-americano engordaria os cofres dos atletas em mais R$ 42 mil.

Os R$ 79 mil obtidos com o eventual ouro na Copa América equivalem a 18,5% do bicho pelo pentacampeonato mundial na Ásia --os comandados de Luiz Felipe Scolari na Copa-02 levaram um total de R$ 426 mil.

"É um bom prêmio, levando-se em conta que a Copa América dá menos dinheiro para as federações participarem", afirmou o presidente da CBF.

O lugar mais alto do pódio valerá à entidade brasileira um cheque de US$ 1 milhão da Conmebol. O prêmio dado pela Fifa foi de cerca de US$ 6 milhões.

A determinação do prêmio aconteceu de forma unilateral. Nenhum atleta foi chamado para discutir o bicho --o supervisor Américo Faria, mais graduado funcionário da CBF no Peru, foi incumbido de anunciar a gratificação ao grupo.

A prática tem sido uma marca da era Teixeira, que teve início em 1989. A última vez que jogadores foram chamados para falar sobre dinheiro aconteceu na Copa-90, na Itália, o Mundial de estréia do presidente da CBF.

Naquela oportunidade, os jogadores realizaram um motim. Liderados por Alemão e Careca, taparam o logotipo da Pepsi, então patrocinadora da seleção, quando da foto oficial. Depois da revolta, a CBF se viu obrigada a aumentar o prêmio antes do embarque, ainda em Teresópolis, e mais tarde, já em solo italiano.

"Foi um dos maiores erros de minha gestão. Agora dou o número e pronto", diz Teixeira.
 
Folha Online

Deixe seu Comentário

Leia Também

NOVAS REGRAS
WhatsApp: o que acontece se você não aceitar novas regras do aplicativo até 15 de maio
FAMOSIDADES
Pai da campeã do 'BBB 21' Juliette vive em casinha de barro na Paraíba
CACHAÇA
Jovem enfia garrafa no ânus durante bebedeira e vai parar no hospital
ESCALADA DA VIOLÊNCIA
Operação mais letal da história deixa 25 mortos no Jacarezinho
VITIMA DO MASSACRE
'Fiquei vendo costurarem os ferimentos. Chorava, orava e agradecia por ele estar vivo, diz mãe
FRIO - FÁTIMA DO SUL NOVA ONDA DE FRIO
Frio de origem polar começa a ser sentido novamente e terá geada
TERROR NA CRECHE
Sob forte emoção moradores de Saudades realizam velório coletivo das vítimas do ataque à creche
CHEGANDO FORTE
Frio chega com força e provoca geada no Sul
TERROR EM CRECHE
Jovem invade escola e mata três crianças e duas funcionárias
PÉSSIMA PROJEÇÃO
Covid-19: Brasil deve alcançar 575 mil mortes em 1º de agosto, diz instituto