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Campanha vai divulgar patrocinadores da baixaria

3 Dez 2004 - 10h55
O próximo ranking da baixaria na TV, que sai em janeiro de 2005, vai divulgar a relação dos anunciantes que patrocinam e financiam os programas de má qualidade ética. O anúncio foi feito pelo coordenador da campanha "Quem financia a baixaria é contra a cidadania", deputado Orlando Fantazzini (PT-SP), antes do encontro que reuniu, nesta quinta-feira, os maiores anunciantes do País, na Comissão de Direitos Humanos da Câmara.
"Depois de dois anos, nos quais buscamos todas as formas de dialogar, infelizmente pouquíssimos anunciantes nos deram resposta concreta; então, agora nós vamos passar a divulgar, ao lado de cada programa denunciado, os responsáveis pelos anúncios e patrocínios", explicou Fantazzini.
A campanha contra a baixaria na TV teve início no segundo semestre de 2002, e até aqui vinha evitando a medida extrema de divulgar os nomes dos anunciantes.

O que o povo gosta
Na reunião com os anunciantes, Fantazzini observou que, apesar de a campanha ter sempre buscado o diálogo, as redes de televisão mantêm o argumento de que "dá ao povo o que o povo gosta". E, quando o diálogo se esgota, as emissoras acusam a campanha de tentar censurá-las.
A inutilidade do diálogo foi ressaltada também pela procuradora dos Direitos do Cidadão, Ela de Castilho, que representou o Ministério Público Federal no encontro.
Já o vice-presidente da Associação Brasileira de Anunciantes (Aba), Rafael Sampaio, disse que a entidade não interfere nas decisões individuais dos seus cerca de duzentos associados, mas recomenda a responsabilidade social. Em sua opinião, a mídia deveria ter um código de auto-regulamentação, a exemplo do que acontece com o mercado publicitário, regido pelo Conar.
Também participaram do encontro representantes da Fiat e da Kaiser. O objetivo da reunião foi conscientizar os anunciantes de que eles são tão responsáveis pela baixa qualidade dos programas exibidos quanto quem os produz.

Propostas rejeitadas
A procuradora Ela de Castilho reafirmou que o Ministério Público elegeu o problema da qualidade da programação televisiva como prioridade e formou um grupo de trabalho cuja primeira iniciativa foi reunir-se com representantes das redes de TV.
O Ministério Público três propostas, todas rechaçadas de imediato pelas emissoras. As propostas eram:
- Acabar com os reality shows, o que as emissoras descartaram alegando que esse tipo de programa vende bem;
- Não exibir propagandas de brinquedo direcionadas às crianças em programas infantis;
- Veicular apenas propagandas direcionadas aos pais, e não aos filhos.

Sexo vende menos
A publicidade veiculada em programas que contenham cenas de sexo e violência vende menos. Essa foi a conclusão de pesquisa realizada no estado norte-americano de Iowa, apresentada por Fantazzini aos anunciantes.
O estudo aponta que os anúncios veiculados em programas considerados "quentes", com cenas de sexo e/ou violência, são memorizados por apenas 34% do público, enquanto nos programa de conteúdo neutro o índice de memorização sobe para 67%.

 
 
Agência Cãmara

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