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Brasiguaios aguardam um Eldorado, 20 anos depois

24 Jul 2006 - 10h54
Vinte anos depois que 1,1 mil famílias de brasiguaios deixaram dias de sofrimento e agruras no Paraguai e iniciaram saga em direção a Mato Grosso do Sul, em busca de terras e vida mais digna, o sonho de encontrar um eldorado ainda não se concretizou. O êxodo, iniciado em 1985, resultou na criação de Novo Horizonte do Sul, a 346 quilômetros de Campo Grande, o primeiro (e único) assentamento no país – oficializado em 1986 –, a ganhar status de município, que antes da emancipação, ocorrida em 1992, chegou a ter 12 mil habitantes. Hoje, da população registrada na década de 80, restam apenas 5.050 moradores (estimativa de 2005 pelo IBGE).
Dos 750 lotes (ou parcelas) distribuídos em uma área de 16.800 hectares, à época pelo Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), 70% não estão mais em mãos dos proprietários originais. Os 30% restantes são dos "heróis da resistência", lutando com a adversidade de uma base econômica, mandioca e leite, cada vez menos rentável.
Para se ter uma idéia, a média da arrecadação mensal é de R$ 318 mil, a penúltima dos 78 municípios. Apesar disso, as famílias ainda sonham com melhorias e acalentam o sonho da implantação de uma usina de álcool que, como acreditam, deverá gerar 2,5 mil empregos, mesmo que entre 2007/2008.
O prefeito Marcílio Álvaro Benedito (PT), que saiu do Paraná há 13 anos atraído também pelo sonho de novas perspectivas, reconhece as dificuldades e admite o êxodo. "De dez anos para cá, perdemos mil famílias", diz, lembrando que alguns lotes – a maioria com 28 hectares – já estão no "seu décimo proprietário", diz o prefeito cujo slogan de sua administração ironicamente retrata a realidade atual do município – "Um Novo Rumo, uma Nova História" .
Mas, enquanto a implantação da usina ainda é motivo de negociações com um grupo paulista, Marcílio Álvaro aposta em projetos para o incremento da economia. Como o incentivo à sericicultura (bicho-da-seda), ao plantio de goiaba e na qualificação de mão-de-obra na área de costura industrial (confecção de jeans).
Para os que resistem em permanecer no município, mesmo com as adversidades, Novo Horizonte do Sul é a redenção. Os que chegaram depois também apostam no desenvolvimento do município, como Agamenon Xavier que deixou Naviraí há nove anos para montar uma loja na cidade, "quebrou", partiu para outra atividade e hoje é dono de um estabelecimento onde vende de petiscos diversos a pizza. Ele se recorda de que houve época em que comercializava uma média de 200 espetinhos por dia e, hoje, não chega a 30. Mesmo assim acredita que a cidade é de muitas oportunidades.
 
Sul News

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