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André transforma Estado em pólo exportador de energia da biomassa

27 Ago 2010 - 18h21Por Fátima News com assessoria

A partir de 2015 o Mato Grosso do Sul será um grande produtor de energia elétrica extraída da queima do bagaço e da palha de cana – se tornando auto-suficiente na produção de energia com excedente para garantir o suprimento de outros estados. Em cinco anos as usinas de álcool estarão produzindo 1,2 milhão de megawatts, 145% a mais do que o consumo estadual. Ou seja, por essas projeções haverá oferta de energia da biomassa suficiente para atender toda a demanda de Mato Grosso do Sul – 500 mw – e haveria um excedente de 700 mw.

 

 

O governador André Puccinelli concedeu incentivos fiscais diferenciados – isenção de 90% do ICMS para as usinas que tenham o ciclo completo de produção (álcool, açúcar e energia). Com apoio da bancada federal, André conseguiu convencer o governo federal a incluir no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) a implantação de linhas de transmissão e 471 quilômetros de rede coletoras para conectar as usina às linhas de transmissão do sistema nacional. Estão sendo investidos R$ 600 milhões no projeto que terá uma extensão de 820 quilômetros. Atualmente, as 21 usinas em funcionamento no Estado produzem 250 MW, mas só 10 comercializam o excedente – aproximadamente 130 megawatts - por falta de redes coletoras de conexão às linhas de transmissão do sistema nacional.

 

 

No leilão para compra de energias alternativas que a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) promoveu nesta semana, três usinas se habilitaram para vender energia da biomassa a partir de janeiro do ano que vem. A Usina Eldorado, de Rio Brilhante, vai começar vendendo 12 mw para chegar em 2013 a 59 MW; a de Angélica, disponibilizará 150 mw e a São Fernando de Dourados, 180 mw com previsão de chegar em três anos a 350 mw. Em todo o País, só 33 projetos conseguiram habilitação junto a Empresa de Pesquisa Energética. As usinas vão receber R$ 154,25 pelo quilowatt/hora.   

 

 

Para o presidente da Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (BIOSUL), Roberto Hollanda, o apoio do Estado foi decisivo para consolidar os investimentos que transformarão o Estado num dos players nacionais mais importantes do setor.

 

 

O consultor João Pedro Cutti Dias vê o investimento em projetos de geração de energia por biomassa como a grande saída para os empreendedores. “Essa possibilidade de investir para produzir energia limpa é extremamente viável porque moderniza os equipamentos e em pouco tempo o investimento se paga. Com isso a empresa garante energia mais confiável e mais ofertas para o negócio”, detalhou. “Esta oferta de energia da biomassa é fundamental também para garantir maior confiabilidade ao suprimento energético do estado. Como vamos estar próximos da geração, a perda de energia é mínima, acabando com as oscilações que muitas vezes comprometem a produção industrial”.

 

 

Entre as usinas que estão vendendo o seu excedente de energia a LDC Bioenergia de Rio Brilhante exporta 40 MWh, com previsão de atingir 60 MWh em dois anos, enquanto a Usina Pasatempo (do mesmo grupo) também deve aumentar sua potência instalada para 60 MWh. 

 

 

A ETH Bionergia, empresa do grupo Odebrecht em sociedade com a Sojitz Corporation Trading multinacional que atua na comercialização de commodities, está apostando neste negócio. A empresa quer aumentar de 12 MW para 130 MW a capacidade de produção das suas duas usinas em funcionamento no Estado ( em Nova Alvorada do Sul e Rio Brilhante) e uma terceira também em Nova Alvorada.

 

 

Segundo o diretor de produção, Ailton Reis, “o programa do governo estadual coincide com as prioridades da ETH. Fomos recebidos de braços abertos no Mato Grosso do Sul”. Além de incentivos fiscais o governador trabalha para garantir investimentos na conservação e ampliação das rodovias e ferrovias e na criação de infraestrutura portuária para escoamento da produção.

 

 

Em março último, o governador assinou um protocolo de intenções com o Governo Federal e o Governo do Paraná para a realização de estudos de viabilidade de implantação do alcoolduto que cortará o estado rumo ao Porto de Paranaguá, com uma extensão de 920 km.

 

 

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