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Brasil

Sem acordo, bancários mantêm greve em Fátima do Sul

1 Out 2010 - 07h00Por Fátima News com Sindicato
A greve dos bancários em Fátima do Sul e todo o país deflagrada na quarta-feira, por tempo indeterminado, cresce em todo o país. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) os bancários sempre apostaram na negociação coletiva como forma de solucionar conflitos, mas foram impelidos à greve pela intransigência dos bancos. A resistência dos banqueiros em atender à pauta de reivindicações obriga a categoria a cruzar os braços. Confira o cronograma de negociações entre bancários e patrão:
 
A pauta de reivindicações foi entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) no dia 11 de agosto. Mas em cinco rodadas de negociações (entre 24 de agosto e 22 de setembro), os bancos rejeitaram uma a uma todas as reivindicações da categoria sobre remuneração, emprego, saúde, condições de trabalho e segurança.
 
Na penúltima rodada, dia 14, os bancos assumiram o compromisso de apresentar uma "proposta global" na reunião seguinte, dia 22. Mas não cumpriram. Mesmo depois que outras categorias com a mesma data-base dos bancários (1º de setembro) já estavam fazendo acordos com aumentos reais de salário, no dia 22 os bancos apresentaram a proposta de 4,29% de reajuste (inflação do período) e zero de aumento real.
 
Dessa forma, os bancos desconsideraram nossa reivindicação de 11% de reajuste e rejeitaram as demandas por melhoria na Participação dos Lucros e Resultados (PLR), valorização dos pisos salariais, adoção de medidas de proteção da saúde focadas no combate ao assédio moral e às metas abusivas, mais segurança para trabalhadores e clientes nas agências, garantia de emprego, mais contratações e igualdade de oportunidades para acabar com as discriminações contra mulheres, negros e pessoas com deficiência.
 
Mesmo com a recusa, no dia 23 o Comando Nacional enviou carta à Fenaban solicitando que os bancos apresentassem até o dia 27 nova proposta que contemplasse as expectativas dos bancários, para que pudesse ser apreciada nas assembleias do dia seguinte. Mas a Fenaban sequer respondeu a carta.
 
Essa intransigência é incompatível com a situação privilegiada dos bancos. O lucro líquido apenas dos cinco maiores (BB, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Caixa) somou R$ 21,3 bilhões no primeiro semestre. É um crescimento do lucro líquido de 32% na média em relação ao mesmo período do ano anterior.
 

Os bancários continuam abertos à negociação e aguardam uma proposta dos bancos.

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