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Safra de café 2004/2005 pode ser 32,8% maior que em 2004

14 Ago 2004 - 07h53
 A previsão da safra de café 2004/2005 é de 38,264 milhões de sacas, 32,8% superior à anterior, que foi de 28,820 milhões de sacas. Porém, é possível que seja inferior à estimativa do Ministério da Agtocultura, porque, de acordo com o secretário de Produção e Comercialização, Linneu Costa Lima, a produção no país foi prejudicada pelas chuvas de maio e junho deste ano e pode sofrer a interferência de novas chuvas em setembro.

Linneu Costa Lima acha possível que o mercado reaja com o aumento de preços da saca de café. O preço médio de exportação da saca era de US$ 46 em 2002, passou a US$ 56 no ano passado e a US$ 74 este ano. “O mercado está reagindo. A safra brasileira está atrasada e pode ter rendimento menor e de menor qualidade. Se a oferta for menor, o preço terá que compensar”, afirma Lineu.

Um levantamento feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra que há equilíbrio entre a produção e o consumo. A produção nacional hoje é de 38 milhões de grãos, a exportação é de 24 milhões e o consumo interno é de 14 milhões. “Demonstra que não há muito café no mercado e a produção pode ser menor, dependendo das condições climáticas nos próximos meses”, analisa o secretário.

A expectativa é de que os produtores estejam com a safra pronta até 15 de setembro e preparados para possíveis novas chuvas. Até o momento, segundo a Conab, há pouca safra colhida e apenas 33% já foram preparados para exportação. Os meses de maio e junho são considerados os de melhor período de colheita.

De acordo com o Ministério da Agricultura, o governo está se esforçando para que não falte dinheiro para a comercialização e o produtor não precise se apressar para fazer dinheiro para pagar a colheita. O governo já destinou R$ 500 milhões para a comercialização, mas os recursos só podem ser utilizados quando o café estiver preparado para a exportação. Outros R$ 300 milhões serão colocados à disposição dos produtores por determinação pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A ocorrência de chuvas prejudica principalmente as lavouras dos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, regiões que apresentam maturação desuniforme. Minas Gerais é o principal produtor de café do país, responsável por 18,6 milhões de sacas. Em seguida, está o Espírito Santo, com 6,4 milhões de sacas, e, em terceiro lugar, São Paulo, com a produção de 5 milhões de sacas de café.

Na avaliação do Ministério da Agricultura, o mercado tem apresentado recuperação. De janeiro a julho deste ano, foram exportados 13,9 milhões de sacas, comparados a 14,2 milhões de sacas em 2003. Apesar de as exportações este ano terem sido menores, houve um ganho de receita de US$ 232 milhões de janeiro a julho, em relação ao ano passado. A receita de janeiro a julho de 2004 foi de US$ 1,29 bilhão contra US$ 798 milhões em 2003, no mesmo período.
 
Agência Brasil

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