Menu
LIMIT ACADEMIA
segunda, 21 de janeiro de 2019
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
Busca
ITALÍNEA
Brasil

Ruralista quer bônus de 32% sobre dívida

7 Jul 2007 - 04h12

Descontentes com os termos da oferta do governo para uma nova renegociação das dívidas agrícolas, deputados da bancada ruralista e dirigentes do setor apresentaram ontem uma contraproposta ao Ministério da Fazenda. A comissão sugeriu a aplicação de um bônus de 32% sobre a parcela de R$ 5,2 bilhões de débitos nos programas de investimento com vencimento previsto para 2007. As dívidas seriam roladas para um ano após o fim dos contratos. 

Pela proposta, todos os produtores seriam beneficiados, à exceção dos segmentos de cana-de-açúcar e laranja, considerados em situação regular. Na prática, a medida significaria um desconto de 6,75% sobre o saldo devedor dos investimentos, estimado em R$ 49 bilhões pelo setor - ou R$ 3,3 bilhões de folga. 

Na terça-feira, o governo havia oferecido um bônus de 15% condicionado ao pagamento de 30% ou 40% da parcela, dependendo do programa. O desconto seria de R$ 1,5 bilhão. Ontem, os ruralistas pediram o fim desse "pedágio". Fontes envolvidas na negociação informam ser possível um acordo para um bônus entre 20% a 25%, sem a necessidade do pagamento de qualquer percentual. 

No caso dos empréstimos de custeio, ficou previamente acertado entre governo e ruralistas a rolagem de R$ 1,8 bilhão em dívidas já prorrogadas dos anos-safra 2003/2004, 2004/2005 e 2005/2006. Também houve consenso para permitir uma "moratória" dos débitos até 31 de agosto e dar tratamento igual a todos os produtores. "Queremos corrigir os absurdos gerados por juros altos praticados até aqui. Limpar a gordura de multas e taxas por inadimplências anteriores", disse o deputado Luís Carlos Heinze (PP-RS). 

O impasse nas negociações tem gerado um clima tenso nas reuniões. Por isso, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, interveio ontem para serenar os ânimos, sobretudo de deputados. Com mais calma para debater os temas, a comissão avançou na tentativa de reduzir os juros e alongar os prazos de pagamento para as dívidas de investimento dos programas de aquisição de máquinas (Moderfrota e Finame Agrícola Especial) e de cooperativas (Prodecoop). 
Os ruralistas afirmam que o Tesouro Nacional tem deixado de gastar R$ 350 milhões com a prevista equalização das taxas de juros nessas três linhas em função da queda da TJLP. Com essa "folga", argumentam, seria possível subsidiar a aplicação de um bônus maior nas demais linhas de investimento administradas pelo BNDES - Moderinfra, Prodeagro, Prodefrutas, Prolapec, Propflora e Moderagro, além do Pronaf Investimento. 

"Não podemos levar aos produtores uma proposta que obrigue o setor a desembolsar dinheiro agora", defendeu o deputado Abelardo Lupion (DEM-PR). Segundo ele, o governo terá que aceitar a renegociação sob pena de ter seus projetos obstruídos nas sessões de votação.

 

 

RMT Online

Deixe seu Comentário

Leia Também

MORTE A ESCLARECER
Exército investiga morte de sargento após teste de aptidão física
CASO DE POLÍCIA
Rapaz morre em pátio de motel
MINISTRA DO MS NO GOVERNO BOLSONARO
Ministra Tereza Cristina garante fortalecer cadeia do leite e agricultura familiar
PROBLEMAS MENTAIS
Casal é brutalmente agredido a enxadadas pelo filho
BARRADO
Filho do cantor Marciano diz ter sido impedido de ir no velório do pai
A COBRA VAI FUMAR - SEGURANÇA NO MS
MS fecha o cerco contra a violência na fronteira em mega operação
LUTO NA MÚSICA
Marcelo Yuka, fundador do Rappa morre aos 53 anos
ROTEIRO ESPECIAL PARA O RIO DE JANEIRO
Roteiro diferente para continuar conhecendo o Rio de Janeiro
DICA DE TURISMO E FÉRIAS
Dicas para curtir uma temporada em Arraial do Cabo
LUTO - ESPORTE
Morre Jackelyne da Silva, ginasta da seleção brasileira, aos 17 anos