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18 de Dezembro de 2004 07h19

Risco Brasil registra o menor valor desde 1997

O nível de confiança do investidor estrangeiro no Brasil atingiu patamar recorde hoje nos mercados internacionais. A taxa de risco-país, calculada pelo banco JP Morgan, atingiu os 394 pontos no final da tarde deste sexta-feira, em queda de 1,5%. Trata-se de seu menor nível desde 22 de outubro de 1997, quando o mesmo indicador batia os 337 pontos.

O índice, denominado Embi (Emergente Market Bond Index), sinaliza na prática o nível de confiança dos investidores internacionais em relação à economia de um determinado país. Em termos de metodologia, representa a diferença entre as taxas de retorno (yeld) entre os títulos da dívida de um país emergente na comparação com títulos do tesouro americano, a referência para o mercado mundial de renda fixa.

A queda do risco também mostra que o mercado pede juros menores para aceitar a compra de títulos do Brasil. O indicador é importante porque facilita a captação de recursos por empresas e pelo governo brasileiro no exterior a um custo favorável.

Não por acaso, vários bancos brasileiros levantaram recursos no exterior por meio de operações inéditas: os papéis são indexados à moeda brasileira, e à taxas atrativas.

Ao mesmo tempo em que o risco cai, a cotação do título da dívida soberana brasileiro C-Bond sobe 0,12% enquanto o Global-40 avança 0,46%. Os dois papéis são os mais negociados do Brasil no exterior.

Desde o pico de 27 setembro de 2002 (2.443 pontos), com a desconfiança generalizada em mundial sobre os caminhos da economia brasileira, o Embi Brasil recuou 83,91%.

Para analistas, a trajetória do indicador reflete: a) a melhora generalizada dos números da economia brasileira, com destaque para o saldo recorde de transações correntes; b) o excesso de liquidez mundial e taxas de juros historicamente baixas nas principais economias do planeta, o que acarreta o desvio do fluxo de recursos para ativos dos mercados emergentes.

O quadro positivo, não apenas para o Brasil mas também para o restante dos emergentes, pode ser prejudicado por um aperto drástico da política monetária americana, leia-se, uma alta dos juros primários (Fed Funds). Nesse caso, os "global players" voltariam a carregar recursos para os ativos de "primeira linha" das economias mais desenvolvidas.

Por enquanto, analistas de instituições financeiras domésticas e internacionais não projetam um cenário de forte aperto monetário nos EUA, devido à desaceleração prevista para a economia mundial em 2005.

 

 

Folha Online


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