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Fátima do Sul, 21 de Outubro de 2017
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25 de Setembro de 2004 07h39

Rio Grande do Sul inicia colheita da safra de trigo

Os produtores do Rio Grande do Sul estão iniciando a colheita da safra de trigo 2004, principalmente em municípios das regiões Missões e Noroeste. O levantamento semanal da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta sexta-feira (24-09) sobre a situação das culturas, aponta que 1% da lavoura está madura e por colher.

Em sua grande maioria, as fases da cultura são floração (37% da área) e enchimento de grãos (43%). Apesar do aparecimento de doenças fúngicas, típicas de final de ciclo, o quadro geral das lavouras é considerado bom pelos técnicos da Emater/RS-Ascar. As primeiras colheitas têm ficado dentro da expectativa, em torno de dois mil quilos por hectare.

A qualidade também está dentro do esperado, na faixa de pH 78. "As primeiras colheitas ocorrem dentro do período tradicional do Estado", observa o presidente da Emater/RS, Caio Rocha. Esse quadro, lembra ele, indica boa tendência de se confirmar a projeção de produção da safra, de cerca de 2,2 milhões de toneladas.

A Gerência de Classificação e Certificação da Emater/RS-Ascar está auditando o processo de recebimento da safra de trigo 2004 da Cooperativa Tritícola Samborjense Ltda (Cotrisal), de São Borja (RS). Semanalmente, um auditor irá visitar as três unidades de recebimento do cereal - duas em São Borja e uma em Santo Antônio das Missões - para verificar se estão sendo executados os procedimentos definidos pela Cooperativa para o trabalho. A primeira auditoria foi realizada nesta sexta-feira (24-09).

De acordo com o auditor da Emater/RS-Ascar, João Batista Feijó Gomes, a auditoria visa dar transparência à metodologia de trabalho adotada pela Cotrisal no recebimento, oferecendo informações aos produtores sobre o cumprimento dos procedimentos definidos pela Cooperativa para orientar o serviço nesta safra. A Cotrisal tem 1.749 associados e deve receber 500 mil sacos de trigo até o final do mês de outubro, quando se encerra a safra.

Gomes explica que é a primeira vez que esse tipo de auditoria está sendo realizado no processo de recebimento do trigo, mas há experiências anteriores com arroz. "Essa metodologia pode ser aplicada a outros processos, envolvendo outros grãos", destaca.

Arroz:

As chuvas dos últimos dias não foram suficientes para reverter o quadro de falta de água para a irrigação das lavouras de arroz. Em algumas regiões, se observa a tendência de redirecionar áreas mais bem drenadas para o plantio de soja ou mesmo milho no lugar do arroz e, dessa forma, aproveitar os investimentos realizados em preparo e sistematização.

Feijão:

A primeira safra de feijão encontra-se em fase inicial de plantio, sendo que o Médio Alto Uruguai é a zona com maior plantio no momento. A perspectiva de redução de área desta safra é contundente, especialmente nas áreas mais nobres, que deverão dar espaço para a soja. Junta-se a isso, a comercialização das últimas safras que foram desestimulantes aos agricultores em relação ao preço recebido pelo produto. Também está sendo intensificado o plantio de milho.

Regiões produtoras importantes, como Missões, Norte e Planalto, se encontram com expressivas áreas já semeadas, atingindo percentuais que variam de 20% (Planalto) a 60% (Norte). As sementes germinadas se desenvolvem bem e as lavouras apresentam um bom stand inicial.

Criações:

O clima favoreceu o rebrote dos campos que se recuperam após o período de estiagem e também para as pastagens cultivadas, possibilitando inclusive a intensificação dos trabalhos de plantio das pastagens de verão. Com isso, a produção de leite segue aumentando. Já o rebanho bovino de corte está iniciando, lentamente, o processo de recuperação da condição corporal. A sanidade do rebanho é boa, mas já há ocorrência de mosca do chifre devido ao aumento da temperatura. Prossegue o excesso de oferta de animais para abate, em razão da liberação das áreas para o plantio da soja.

A parição dos cordeiros encaminha-se para o final. A produção foi boa e a mortalidade baixa (10% a 15%), uma vez que o clima seco que predominou em julho e agosto beneficiou a espécie. No entanto, as chuvas mais abundantes que ocorreram em setembro, prejudicaram a parição do tarde, aumentando um pouco, os índices de mortalidade nos cordeiros recém paridos.
 
 
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