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Brasil

Reporter explica o zumzum sobre o Prona em Dourados

20 Jul 2004 - 15h37

Passado a turbulência vivida por parte dos integrantes do Prona - Partido de Reedificação da Ordem Nacional nas eleições deste ano, o repórter Jonas Alves da Silva, 39, “Silva Júnior”, explica o porquê de tanto zunzunzum criado na política local.

 

O grupo era um dos emergentes, mais badalados, inclusive, em condições de surpresas no dia 3 outubro. No entanto, houve um racha no partido na última hora. Ainda hoje, muita gente não sabe ao certo o que ocorreu.

 

Nesta entrevista, Silva Júnior pode esclarecer pontos que parecem obscuros. Contrários com a postura de chapa pura, ou seja, encabeçar na proporcional, lançar prefeito por conta do prejuízo causado na proporcional – vereadores – houve a rebelada no partido do Dr, Enéas Carneiro. Porém, nada que possa diminuir o desejo do partido de se estabelecer como boa opção ao eleitorado douradense.

 

 

Pergunta – Qual o real motivo do racha no Prona douradense que parecia sólido?

 

 

Silva Júnior – Primeiro, a falta de cumprimento de acordo estabelecido quando da formação do grupo, o que causou muito desgaste e enorme prejuízo psicológico. Havíamos traçado meta para uma determinada situação e no final acabamos como jabuti, escondendo a cabeça por conta da vergonha em explicar o inexplicável. Lamentável.

 

Pergunta – como vocês eram contra lançar chapa pura, se o Prona foi o primeiro partido a lançar pré-candidato a prefeito?

 

Silva Júnior – É verdade. Nos não éramos contra lançar candidato a prefeito em Dourados, muito pelo contrário, achávamos interessante usar este expediente, até para dar um norte ao partido que vinha apresentando atuação apagada desde que surgiu em nossa cidade. Porém, o intuito principal, era eleger vereador. Aliás, o que mais dói é a cara-de-pau de certas pessoas em posar de paladinos, se fazer de coitadinhos e mandar todo sonho pelo ralo, numa atitude bisonha e intrínseca, resultado de uma atitude radical e impensada.

 

Pergunta- Explique melhor essa questão de lançar candidato ao cargo majoritário?

 

Silva Júnior – Quando fui convidado a ingressar no partido, através do empresário Eraldo Leite, meu amigo de infância, achei que seria importante achar uma maneira de projetar o grupo na mídia. Eraldo foi o primeiro a ser consultado se toparia ser o candidato ao cargo majoritário. Ele recusou alegando problemas de foto íntimo. Muito bem. Nesta reunião, na empresa do Eraldo (Famaq), participara outra pessoa que mais tarde mostrou sua faceta. O acordo inicial, seria formar um partido homogêneo, composto de bons nomes. Mas com o passar do tempo, infelizmente, o acordo foi tomando novo rumo e acabou criando dissabores e feridas profundas, ao passo de extraordinariamente pedirmos socorro para Campo Grande.

 

Pergunta – É verdade que rolou grana na destituição de comando no partido?

 

Silva Júnior- Não posso afirmar e nem desmentir nada a este respeito. Fiquei sem ação ao saber que meu nome não estava na lista dos pré-candidatos a vereador, apesar de ter participado de todas reuniões e assumido a assessoria de imprensa na produção para divulgação de materiais de bastidores do partido. Foi um golpe duro que ainda não consegui digerir. Você fazer um trabalho como eu fiz ao longo de dez anos para não servir para nda no final, dói muito.

 

Pergunta – Mas como assim, você não participou da convenção realizada no dia 19 de junho na sede provisória do partido?

   

 

Silva Júnior – Teve a participação da maioria. Houve escolha de número pelos candidatos, o meu era 56789. Até aquele momento, apesar do desgaste que já campeava, resolvemos dar mais um credito ao pré-candidato e o seu coordenador de campanha, no sentido de nos oferecer alguma sigla para fechamento de chapa na proporcional. No entanto, em cada consulta, o resultado era o mesmo, se houver candidatura própria na majoritária sem estrutura estamos fora diziam presidentes de partidos consultados para coligação como PSL, PSB, PDT, PSC, PSDC e outros.

 

 

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