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Brasil

PSOL faz hoje em Brasília ato público pela cassação de Renan

14 Ago 2007 - 09h14
O PSOL fará hoje um ato público para apresentar um abaixo-assinado com 60 mil assinaturas recolhidas em todo o País pedindo a cassação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL). O evento está marcado para ocorrer em frente ao Congresso Nacional, em Brasília. Depois da manifestação, o documento será entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP) e ao presidente da Mesa Diretora, senador Tião Viana (PT-AC). "Sem a pressão das ruas, vai ter pizza", disse o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ).

Para ele, o documento é importante para pressionar o Conselho de Ética a encaminhar o pedido de cassação para ser votado no Plenário. "Eu achava que a Câmara era corporativista, mas estou vendo que no Senado, com aquela aura de Casa de Cavalheiros, o que impera é a política do compadrio", afirmou o deputado. Durante os últimos 20 dias, militantes do PSOL recolheram assinaturas pedindo a cassação de Calheiros.

O Rio foi o Estado onde foi recolhido o maior número: 20 mil. Para o deputado do PSOL, o Conselho de Ética deve recomendar a cassação de Renan Calheiros, mas, como tem boas relações no Planalto, ele conseguirá manter o mandato de senador. "Ele é extremamente bem relacionado, está sempre próximo dos poderosos e hoje é o homem de confiança do (presidente Luiz Inácio) Lula (da Silva). A manutenção do voto secreto, cujo fim até hoje não foi colocado em pauta no Senado, é mais um entrave para conseguir a cassação de Calheiros", avaliou Alencar.

Parlamentares de outros partidos de oposição, como os deputados federais Fernando Gabeira (PV) e Luiza Erundina (PSB-SP), também devem participar do protesto. Para Gabeira, o presidente do Senado entrou num processo de ameaçar outros parlamentares com indiretas ou revelações de negociatas. "Não estou vendo nenhum resultado, vejo como um ato de desespero", classificou.

O deputado do PV citou os colegas Agripino Maia (DEM-RN), Demóstenes Torres (DEM-GO) e Jefferson Péres (PDT-AM) como os mais recentes alvos de Calheiros. Para Gabeira, é preciso que os senadores de oposição entrem em sintonia logo e obstruam a votação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

 

 

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