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AGÊNCIA BONITO THIAGO
Brasil

Professores recuam e decidem analisar nova proposta

13 Mar 2007 - 07h30
Os professores da rede estadual de ensino decidiram realizar novas assembléias hoje e amanhã para analisar a proposta feita ontem à noite pelo governador André Puccinelli (PMDB) de pagar o reajuste de 20% da regência de classe a partir de maio e não mais em julho como havia sido apresentado anteriormente. A categoria realizou nova reunião no fim da noite de ontem na sede da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) e decidiram avaliar se mantém a paralisação prevista para amanhã.

Conforme o presidente da Federação, Jaime Teixeira, hoje serão realizadas as assembléias no interior do Estado, onde os 69 municípios que possuem sindicatos devem votar. “Não podemos declarar que a paralisação de quinta-feira está suspensa, mas vamos ouvir toda a categoria sobre esta nova proposta feita pelo governador”, afirma nesta manhã ao Midiamax.

Amanhã, a assembléia ocorre em Campo Grande e será analisada a proposta de pagamento, bem como a posição dos profissionais do interior. De acordo com a proposta, os professores devem receber os valores atrasados de fevereiro a abril em parcelas pagas a partir de outubro, enquanto o reajuste de 11,1% no salário passaria a ser pago a partir de junho.

André afirmou ontem na reunião que o governo está aberto a contraproposta “se não houver partidarização, se não houver politização, se tiverem consciência”, mas deixou claro também que o argumento do governo é que não há recursos suficientes para garantir o reajuste agora. Ele esclareceu que o governo não pôde aceitar a exigência da categoria de pagar em março e disse ainda que somente a partir de maio poderia reavaliar. “Se propusessem maio, ou junho, ou julho, iríamos estudar”, revelou.

Alguns professores confidenciaram que André havia feito um compromisso de, caso a categoria obtiver a liminar, não recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal). Entretanto, André insinuou que não havia compromisso, já que pelo desafio, se o TJ (Tribunal de Justiça) não concedesse a liminar, a categoria teria de acatar a proposta de receber o reajuste a partir de julho, condição não aceita durante a negociação. “Eles queriam unilateralidade do desafio”, disse o governador.
 
 
 
 
Mídia Max

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