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Produtores do RS plantam transgênico com ou sem lei

15 Set 2004 - 15h21
Os produtores brasileiros plantarão a safra com sementes de soja transgênica mesmo se o projeto de lei de Biossegurança não for aprovado pelo Senado, informou ontem (14-09) o presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto. "O produtor rural está estruturado e vai plantar assim mesmo", afirmou.

Apesar de garantir que o plantio da soja transgênica será feito independente da regulamentação da lei, Sperotto disse estar confiante de que haverá uma solução legal para a questão. "Os nossos parlamentares e o nosso executivo não vão submeter o produtor a uma rebeldia civil", afirmou.

Para o produtor, a prioridade é garantir a aprovação do projeto de lei no Senado. "Hoje estamos trabalhando junto ao Senado e vamos trabalhar para que exista um esforço máximo para a votação. Se não existir a oportunidade de uma lei definitiva, vamos ao emergencial", referindo-se à edição de nova medida provisória permitindo o plantio da semente transgênica, ou seja, grão alterado geneticamente.

Incoerência

Na avaliação de Carlos Sperotto, seria uma incoerência afirmar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não editará Medida Provisória (MP) para regulamentar o plantio dos transgênicos. "Essa economia representa 32% do agronegócio brasileiro, seria incoerência dizer que ele (o presidente Lula) de forma alguma não vai firmar medida provisória", afirmou ontem em Brasília o líder rural gaúcho em relação ao plantio de soja transgênica.

O projeto de lei de Biossegurança regulamenta o plantio e a comercialização dos organismos geneticamente modificados. Os senadores fecharam acordo para garantir a votação do projeto, na quarta-feira, nas três comissões técnicas do Senado. A votação em plenário está prevista para a próxima quinta-feira. Como o texto foi modificado pelos senadores, o projeto ainda terá que voltar à Câmara para nova votação (ver reportagem a respeito de lei de biossegurança na Pág. A-6).

Preços futuros

Os preços futuros da soja fecharam em queda de 1% ontem na Chicago Board of Trade (CBoT), como reflexo das notícias de melhoria nas condições das lavouras dos Estados Unidos nas principais regiões produtoras do país.

Os contratos para novembro da soja fecharam cotados a 569,50 centavos de dólar por bushel (US$ 209,26 por tonelada), em queda de 5,5 centavos no dia. Os preços futuros do óleo de soja e do farelo de soja seguiram a tendência do grão e também fecharam em queda na bolsa norte-americana.

Os contratos para outubro do farelo de soja fecharam ontem cotados a US$ 165 por tonelada curta (US$ 181,87 por tonelada), em queda de US$ 1,40, o equivalente a 0,8%. Já os contratos para outubro do óleo de soja fecharam ontem negociados a 22,95 centavos de dólar por libra-peso (US$ 505,95 por tonelada), em queda de 0,56 centavo na bolsa de Chicago, o que representa recuo de 2,3%.

De acordo com relatório divulgado ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda), cerca de 63% das lavouras norte-americanas de soja apresentam condições boas a excelentes, o que representa aumento de um ponto percentual em comparação com a semana anterior.

Segundo informações do relatório do Usda, 11% das lavouras apresentavam condições de médias a pobres, também um ponto percentual superior em comparação ao desempenho registrado na semana passada. De acordo com a meteorologia, há previsões de chuvas nas regiões produtoras do Meio-Oeste dos Estados Unidos a partir de hoje e as temperaturas devem ficar amenas, com médias entre 15º e 21º Celsius, informou o Global Weather Services.

As temperaturas mais frias poderão ser registradas na última semana de setembro, segundo informações da meteorologia. Segundo informações do mercado, no entanto, o frio mais intenso que chegou a ser cogitado há poucas semanas acabou não ocorrendo, o que significa que a tendência é de melhoria nas condições das lavouras.
 
 
Agrolink

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