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11 de Novembro de 2004 07h51

Presidente chinês chega ao Brasil acompanhado de empresários

O presidente chinês Hu Jintao desembarca nesta quinta-feira em Brasília, acompanhado de 150 empresários interessados em investir no Brasil. Já há perspectivas de acordos comerciais nas áreas de infra-estrutura, siderurgia e mineração, envolvendo entre US$ 7,5 e US$ 8,5 bilhões. Além disso, estão previstos acordos nos setores de tecnologia, turismo, energia e troca de informações na área de barreiras sanitárias.

Inicialmente tratada como retribuição à visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em maio, que levou à China a maior missão empresarial já organizada pelo governo brasileiro, composta por 450 empresários, a série de encontros que se realizam até o dia 16 é vista como a consolidação dos entendimentos feitos em maio. Quase todos os temas a serem tratados durante a estada de Jintao dão continuidade aos 14 protocolos assinados em maio.

Na área comercial está confirmada a criação de uma joint venture para a fabricação de vagões de trens, da qual participarão as empresas chinesas CSR Zhuzhou Rolling Stock Works, Mitsui, China Railway Marerial Import and Export e o consórcio brasileiro Metalmecânico do Espírito Santo. "Os chineses têm grande interesse não apenas no aspecto imediato, comercial, mas também na logística. Para eles é importante ter um escoamento adequado das mercadorias que eles importam do Brasil", frisa o Diretor do Departamento de Promoção
Comercial do ministério das Relações Exteriores, Mário Vilalva.

Grande comprador da soja brasileira, com US$ 1,3 bilhão em importação por ano, é de interesse do país investir na recuperação da malha ferroviária brasileira. Por isso, além dos vagões, os dois países devem dar continuidade às negociações em torno da construção de ferrovias, também iniciadas em maio, quando foi feita parceria entre a Brasil Invest e a China International Trust and Investiment (Citic). De acordo com o ministério do Planejamento, as prioridades são a ferrovia Norte-Sul e o porto de Itaqui, no Maranhão.

Também será assinado o memorando de entendimento para o projeto Alumina Brasil-China (ABC), que prevê a construção, na cidade de Bacarena (PA) de uma refinaria de alumina. Fazem parte do projeto a Vale do Rio Doce e a Aluminium Corporate of China. Um outro acordo, também feito com a Vale, é para aquisição, pelo Brasil, do carvão mineral chinês.

Outro convênio que deve ser acertado durante a estada de Jintao é na área do turismo. Em maio, os chineses anunciaram a decisão de incluir o Brasil como rota de turismo aprovada pelo governo chinês. Desta vez, o reconhecimento será efetivado e será criado o vôo direto entre Brasil e China. A estimativa é que, em 2010, cerca de 100 milhões de chineses passeiem pelo mundo. Mas, só para destinos turísticos autorizados. Para aproveitar essa oportunidade, a empresa brasileira de aviação Varig já abriu um escritório em Pequim.

A China, um dos maiores emissores de gases poluentes do mundo, também quer diminuir essa estatística e, por isso, tem interesse em adquirir do Brasil o etanol (o ácool combustível). O crescimento da frota de automóveis no país conhecido pelas bicicletas é estimado em 30%. Só na capital, Pequim, já são mais de dois milhões de carros circulando. Preocupado com a imagem que o país terá em 2008, quando será sede das Olimpíadas, o pais pretende diminuir a emissão de gases, provocada principalmente pela energia movida a carvão mineral, por isso o interesse na tecnologia brasileira que mistura o álcool à gasolina, o "flex fuel". O Etanol gera combustível a partir da cana-de-açúcar, material orgânico, com baixos níveis de emissões de poluentes.

Na área fitossanitária, embora durante a visita de Lula à China tenha sido assinado um memorando de entendimentos que trata de consulta mútua na área de segurança sanitária e fitossanitária de produtos alimentares, segundo Vilalva, ainda não é certa a abertura do país para a entrada da carne brasileira.

A meta brasileira é chegar a uma corrente de comércio entre os dois países de US$ 10 bilhões. Esse fluxo passou de US$ 1,5 bilhão em 2000 para US$ 6,7 bilhões em 2003. Este ano, o comércio bilateral, entre janeiro e setembro já ultrapassou todo o ano passado, atingindo US$ 7 bilhões, com saldo positivo para o Brasil, que neste período exportou US$ 4,3 bilhões, contra importações de US$ 2,5 bilhões.
 
 
 
Agência Brasil
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