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Brasil

Polícia ouve depoimentos sobre desabamento em SP

30 Ago 2004 - 07h06
A 1º DP de Guarulhos, de São Paulo, começa a ouvir hoje as testemunhas do desabamento do prédio onde ocorria uma festa, na madrugada deste domingo. O prédio não tinha equipamentos de segurança nem saída de emergência. Com a queda do mezanino, seis jovens morreram e mais de 120 de feriram. Duas vítimas foram enterradas ontem. O dono do prédio, Wilson Gaivota, está sendo investigado por homicídio culposo. Nem ele nem os organizadores se apresentaram à polícia.

O desabamento na casa noturna feriu pelo menos 120. O prédio não tinha alvará de funcionamento nem habite-se. Segundo o secretário de governo de Guarulhos, Moacir de Souza, a obra foi embargada pela Prefeitura em 2001 e os donos, autuados. A Prefeitura não autorizou a realização de nenhum evento no local.

Durante a tarde, foi realizada perícia técnica no local para apurar as causas do desabamento do mezanino, que ocorreu por volta das 2h de domingo. Conforme o tenente coronel do Corpo de Bombeiros, Vanderlei Melo, a estrutura não suportou o peso e acabou cedendo. Testemunhas dizem que mais de 500 pessoas estavam na casa noturna no momento da tragédia, a maioria jovens de cerca de 20 anos que participavam da festa "Lady´s First".

O candidato a prefeito de Guarulhos, Sebastião Alemão (PSDB), nega qualquer envolvimento na realização do evento. Sebastião disse que apenas ocupava a fachada e parte do prédio, cedido pelos proprietários para ser seu comitê eleitoral.

1º DP de Guarulhos abriu inquérito policial para apurar a causa do acidente. Morreram no desabamento Cintya Almeida dos Santos, Carlos Aílton Belucci da Conceição, Luana Cristina Peres, Natália Fortuna e Valmir Teles Silva Araújo. Uma das vítimas ainda não foi identificada. Os feridos foram levados para hospitais da região.

No domingo à noite, o coordenador dos hospitais do município, Marco Antonio Izzo, informou que sete pessoas feridas ainda corriam risco de morte. Elas estavam internadas no Hospital Municipal de Urgência e Hospital Padre Bento, em Guarulhos, e no Beneficência Portuguesa, na cidade de São Paulo.

Somente hospitais públicos e particulares de Guarulhos atenderam 127 vítimas. Uma delas, Cintya de Almeida Santos, de 19 anos, morreu. Os outros cinco mortos nem chegaram a dar entrada nos centros médicos.

 

Terra Redação

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