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PF prende policial militar de MS por facilitar contrabando

17 Abr 2007 - 13h50

A Polícia Federal prendeu nesta manhã o sargento Alfredo Turman, da PMA (Polícia Militar Ambiental) de Mundo Novo acusado de integrar esquema de quadrilhas de contrabando de mercadorias na Operação Cobra d´água no Paraná. O sargento do Estado é acusado de receber pagamento de propina, já freqüentemente apreendia diversas embarcações com contrabando no Rio Paraná e exigia dinheiro para liberá-las e não prender o piloto do barco.

Segundo a Polícia, ele atuava em conjunto com Ede Luiz de Souza, que informava quais embarcações estavam cobertas pelo acerto prévio entre eles e quais deveriam ser abordadas para a prática de extorsão, estas normalmente eram das quadrilhas concorrentes de Ede e seu sócio Clair.

De acordo com a Polícia de Guairá (PR), esta é a maior operação já feita no Brasil para o combate ao contrabando e ao descaminho de mercadorias trazidas do Paraguai por meio fluvial. Desde as 6h, cerca de 280 policiais federais cumpriram mais de 100 mandados com ordens de prisões e de busca e apreensão que partiram da Vara Especializada em Crime Organizado da Justiça Federal em Curitiba. As prisões e buscas ocorrem nas cidades paranaenses de Guaíra, Altônia, Umuarama, Loanda, Goioerê e Tuneiras do Oeste , bem como no município de Mundo Novo (MS).

Conforme a PF, são seis quadrilhas desbaratadas ao mesmo tempo, cujos membros das facções criminosas se ajudavam mutuamente no contrabando pelas águas do lago de Itaipu/Rio Paraná e rodovias dos Estados do Paraná e São Paulo, inclusive mantendo vigilância compartilhada da movimentação dos barcos e viaturas da Polícia Federal. Foi apurado que, quase todo o cigarro, produtos eletrônicos e confecções navegavam pelo lado de Itaipú/Rio Paraná e eram descarregados em propriedades no município de Altônia, nas margens do Rio Paraná ou Rio Piquiri, seguindo dali por rodovias até os clientes receptadores, que encomendavam as mercadorias inclusive pela Internet, por meio de programas de mensagens instantâneas, o que até facilitou as investigações da Polícia Federal.

Também aparecem como membros da quadrilha Valdemir de Souza Lima, o “Costela”, Roberto Donizete Ramalho, o “ Bertão”, Fabian Soares de Oliveira, o “Jamanta” e um Paraguaio de nome Mário Cuevas, que seria o dono de uma fazenda na região de Salto del Guairá, Paraguai, onde o cigarro era carregado em barcos e transportado até o território brasileiro. Também há indícios de que eram utilizadas empresas para disfarçar a atividade criminosa e também para a lavagem de dinheiro, com sede nas cidades de Umuarama (PR) e Londa (PR).

 

 

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