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AGÊNCIA BONITO THIAGO
Brasil

Para PF, Coronel Ivan era líder de máfia dos caça-níqueis

11 Jun 2007 - 07h54

Ex-comandante-geral da PM de Mato Grosso do Sul no governo de Zeca do PT (1999 a 2006), o deputado estadual coronel José Ivan de Almeida (PSB) é apontado pela PF como um dos líderes da máfia dos caça-níqueis, desmontada na Operação Xeque-Mate no início da semana passada.

O coronel Ivan aparece em conversa telefônica, gravada no dia 2 de março, dizendo ser dono de 12 máquinas e ter R$ 100 mil a receber de operadores do jogo. Reclama que recebeu apenas R$ 2.500 em 20 dias.

A PF ressalta no relatório, ao qual a Folha teve acesso, que o coronel não foi investigado pois tem foro privilegiado por ser deputado estadual.

Os procuradores da República Jerusa Burmann Viecili, Lauro Coelho Júnior e Pedro Paulo Grubits Gonçalves de Oliveira enviaram à Procuradoria Regional da 3ª Região, em São Paulo, a parte do inquérito que trata do coronel Ivan.

Na investigação que culminou na Operação Xeque-Mate, a PF apontou que a máfia dos caça-níqueis era formada por cinco organizações criminosas.

A segunda organização era liderada por Ari Silas Portugal, Hércules Mandetta Neto (presos na operação) e o coronel, que teriam participado de "atividades ilícitas de exploração de jogos de azar". Já a primeira organização era liderada pelo empresário de jogos Nilton Cézar Servo, candidato derrotado a deputado federal pelo PSB. Ele aparecia em santinhos junto com o coronel Ivan.

Além do negócio de caça-níqueis, o deputado queria interferir na PM. Durante as investigações, no dia 21 de fevereiro, a PF gravou uma conversa entre Portugal e um oficial da PM identificado como Calixto.

Na conversa, Ari diz que o coronel planejava derrubar do cargo o atual comandante da PM, coronel Geraldo Garcia Orti.
"O José Ivan passou uma informação para nós importantíssima. Estão armando uma casinha para ele [Orti] cair", diz Portugal.

Alguns dias depois, em março, Ivan brigou por telefone com Portugal, insatisfeito por ter recebido em 20 dias R$ 2.500 do negócio dos caça-níqueis. "Quero que você devolva as 12 máquinas que são minhas, o restante não quero nem saber", diz o coronel. "Ari, se você for fazer as contas, sério, eu tenho mais de R$ 100 mil para receber de vocês."

Outro lado – A reportagem deixou dois recados no celular do deputado, mas ele não retornou até o encerramento da edição.

Folha de S.Paulo

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