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16 de Novembro de 2004 15h12

MS é o que menos registra acidentes aéreos no Centro-Oeste

Mato Grosso do Sul é o Estado que menos registra acidentes aéreos na Região Centro-Oeste, conforme levantamento realizado pelo Serac 6 (Serviço Regional de Aviação Civil), do Ministério da Aeronáutica, a pedido do MidiamaxNews. De janeiro até novembro deste ano foram registrados nos Estados atendidos pelo órgão – Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Tocantins – 37 ocorrências, sendo 21 no Mato Grosso, 6 em Goiás, 5 no Tocantins e 4 em Mato Grosso do Sul.

A atribuição do setor é com ocorrências que envolvam aeronaves de pequeno porte, com capacidade máxima de nove passageiros, sendo que neste ano o departamento contabilizou 17 mortes, sendo 11 em território mato-grossense, uma em Mato Grosso do Sul, três em Tocantins e duas em Goiás. Dos quatro acidentes registrados no Estado, um teve morte e três apenas danos materiais e ferimentos leves aos ocupantes.

Segundo o chefe da Seção de Investigação da Aeronáutica, major Sérgio Alexandre Rau, as estatísticas do Ministério acompanham o crescimento da aviação agrícola na Região Centro-Oeste. “O volume de tráfego aéreo é maior em função da aviação agrícola e de pequeno porte. Elas têm crescido em função até da dificuldade de deslocamento”, explica, informando que 50% dos acidentes foram com aviões agrícolas.

Para se ter uma idéia do crescimento, no Mato Grosso são 428 pistas particulares registradas no DAC (Departamento de Aviação Civil), 357 em Mato Grosso do Sul e 95 em Goiás. Conforme o major, não se trata apenas de mera tendência, já que diversos fatores contribuem para que essa área ofereça mais riscos. “Na aviação agrícola, o pessoal trabalha muito mais nos quatro meses de safra e os pilotos têm que voar o máximo que der para combater as pragas. Imagine o piloto voando dez a 12 horas por dia, sete dias por semana. Às vezes, por cansaço, ele acaba se envolvendo em um acidente”, disse.

A legislação do setor estabelece que os pilotos devem voar no máximo 100 horas por mês. “Temos informações de que, nessa época de safra, os pilotos voam praticamente o dobro”, disse. A preocupação com o estado físico do piloto não é exagerada, já que 90% dos acidentes acontecem por falha humana - seja ela por uma manobra mal feita ou por desleixo na manutenção do avião. Por isso, o DAC exige inspeção de saúde dos pilotos e um vôo de testes anualmente.

Além disso, o vôo em um avião agrícola é considerado mais perigoso porque a aeronave tem que ficar mais próxima do solo. Esse tipo de avião não possui equipamentos como rádio e radar. As regras da Aeronáutica determinam que os aviões devem passar por inspeções em oficinas homologadas pelo DAC a cada 50 horas de vôo. “Na aviação agrícola, às vezes prorrogam e voam até 60 horas”.

Em alguns casos, a pressão do mercado contribui para agravar a situação. “Às vezes há pouco vôo, o piloto precisa voar”, admitiu um piloto que não quis se identificar. Segundo o major, é grande o número de pilotos particulares que transportam passageiros. A atividade é ilegal. O transporte aéreo remunerado é permitido apenas para as empresas de táxi-aéreo. “A pessoa quer pagar mais barato e pega um serviço clandestino. É até uma concorrência desleal porque o particular oferece mais barato e o táxi-aéreo não, porque é muito mais cobrado e fiscalizado”, conta.

 

 

Mídia Max News

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