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23 de Junho de 2010 10h08

MS é 6º do País no saldo de trabalhadores no mercado formal

MS Notícias
Em maio, Mato Grosso do Sul gerou 2.671 postos de trabalho formal, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. O índice representa um aumento de 0,66% em relação ao estoque de empregos criados no mês anterior. Nos cinco meses de 2010, o Estado reteve 17.407 empregos formais, um acréscimo positivo de 4,49%, colocando o mês de maio deste ano como o segundo melhor de toda a série histórica do Caged.

Segundo o coordenador do Observatório do Trabalho da Fundação Estadual do Trabalho (Funtrab), Conrado Pires de Castro, o saldo acumulado do Estado até maio coloca Mato Grosso do Sul na sexta colocação entre as unidades da Federação que mais cresceram em geração de empregos. “Grande parte deste resultado se deve ao excelente desempenho registrado em abril, quando se bateu recordes no saldo de empregos”, avalia Conrado. Ainda de acordo com dados do Observatório do Trabalho, 404.864 sul-mato-grossenses trabalham com carteira assinada no Estado.

Nos últimos 12 meses o emprego em Mato Grosso do Sul cresceu 5,04%, o que corresponde a 19.431 postos formais de trabalho criados e mantidos. Os setores de atividade econômica que mais contribuíram para o resultado positivo de maio foram os de serviços, com 1.451 postos, a construção civil, que reteve 658 vagas e o comércio, com 570 trabalhadores registrados. O quarto setor foi a agropecuária, com desempenho de 201 de saldo na variação absoluta.

Saldo desagregado

O coordenador do Observatório do Trabalho explica que, verificando o saldo desagregado dos setores da economia, é possível observar que dentro do setor de serviços, o que mais elevou a taxa de empregos para o saldo positivo foram as atividades de transporte e comunicação (473), serviços administrativos de consultoria, corretagem de imóveis e contabilidade (339), setor de ensino (284) e alojamento e alimentação (239).

“O segundo setor que obteve o melhor desempenho foi o da construção civil devido, principalmente, à retomada das atividades no setor e às atividades de recapeamento de ruas e construção de habitações”, explica Conrado. O coordenador do observatório diz ainda que a construção civil não registrou crescimento no nível de contratações, porém desligou menos trabalhadores.

No setor do comércio, observa-se que o comércio varejista foi o que alavancou os bons resultados obtidos em maio, uma vez que o comércio atacadista apresentou desempenho negativo.

A indústria da transformação, que geralmente registra os melhores resultados, desta vez apresentou déficit na geração de empregos. De acordo com o observatório estadual, o mal desempenho deve-se principalmente ao saldo negativo do setor de alimentos e bebidas, que demitiu 326 pessoas. “Outro setor que obteve negatividade no desempenho foi o da indústria têxtil e vestuário”, analisa.

Regiões

A região de Campo Grande é a que mais contrata, de acordo com os dados do Caged. A Capital obteve bom desempenho com saldo de 1.395 empregos; a região responde por 45% dos trabalhos formais gerados em Mato Grosso do Sul.

Os municípios do Bolsão registraram 1.099 contratados, em terceiro vem a região da Grande Dourados, com saldo de 443, seguida da região Leste (365), Pantanal (362), Sudoeste (85), Sul-Fronteira (2), Norte (-252) e Conesul (-768).

O coordenador do Observatório do Trabalho explica que o baixo desempenho da região do Conesul deve-se principalmente ao fim das atividades de um frigorífico em Iguatemi, que demitiu 549 trabalhadores. Outro município com saldo negativo no Conesul é Naviraí, que obteve índice de -238, destes, 145 foram desligados no setor da indústria de transformação.
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